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sábado, 24 de janeiro de 2009

Centro de Controlo KDE

ópias de Segurança em Linux

Na edição anterior analisamos o Centro de Controlo Mandriva Linux, local onde se concentram as ferramentas de configuração do Sistema Linux.

Desta vez, iremos abordar um outro Centro de Controlo: o do Ambiente Gráfico KDE.

O acesso para visualização das configurações é permitido a todos os utilizadores, no entanto para a alteração é necessária a palavra-passe de root, sempre que se acede ao “Modo de Administração”.

A página inicial apresenta desde logo um resumo de algumas características do sistema, tais como a versão do KDE, o utilizador activo, o nome da máquina, o Sistema Operativo, a versão do Kernel e o tipo de processador do computador.

Do lado esquerdo é apresentado um menu com vários grupos de administração: Administração do Sistema, Ambiente de Trabalho, Aparência e Temas, Componentes do KDE, Internet e Rede, Periféricos, Regional e Acessibilidades, Segurança e Privacidade, e, Som e Multimédia.

No entanto, se pretender executar alguma configuração e não tem a certeza do local onde poderá encontra-la, basta escrever no campo de “Procura”. Por exemplo, se escrever “impressora” rapidamente são indicadas as várias alternativas de acesso às configurações de impressoras.


Administração do Sistema

A primeira opção que surge na Administração do Sistema permite configurar a data e a hora, assim como alterar o fuso horário.

Já no Gestor de Autenticação podemos personalizar a autenticação dos utilizadores ao sistema, desde a escolha da saudação, esquema de cores, logótipos a apresentar, tipos de letra e o fundo.

Os Tipos de Letra que acompanham o Linux de origem são diferentes dos normalmente utilizados em Windows, pelo que poderá desejar instalar Tipos de Letra adicionais. Para isso, basta escolher a opção “Instalador de Tipos de Letra” e adicionar os que desejar a partir de fontes externas, tais como páginas de internet. Em cada tipo de letra poderá pré-visualizar a sua forma, bastando para isso selecciona-la.

Uma opção de configurações que normalmente não necessitará utilizar é a “Localizações”, na qual é possível alterar a localização da Área de Trabalho, Documentos e ficheiros de Arranque dos utilizadores.

No “Selector de Perfil KDE” podemos alterar o perfil de configurações do KDE de um modo global, como se de um tema se tratasse.


Ambiente de Trabalho

Inicialmente aparece a possibilidade de configuração da “Barra de Tarefas”, a qual é uma forma rápida de mudar entre as várias aplicações. Estas configurações fazem mais sentido quando se utilizam vários ecrãs.

São igualmente configuráveis os comportamentos dos ícones e das janelas no Ambiente de Trabalho.

Como já vimos em artigos anteriores, em Linux podemos utilizar vários ecrãs, tendo mesmo recorrido ao famoso “cubo” 3D para alternar entre eles. Podemos ter até ao máximo de 20 ecrãs, o que é deveras exagerado para qualquer monitor! A configuração está disponível em “Ecrãs Múltiplos”.

Nas “Opções Específicas da Janela” poderá personalizar as opções das janelas especificamente para algumas janelas em particular, no que respeita à geometria, colocação, se uma janela deve-se manter sobre ou sob as outras, deverá evitar o roubo do foco e os efeitos de transparência.

Finalmente, surge a opção de configuração dos “Painéis”. O painel do KDE (semelhante ao do Windows) é a barra que encontra normalmente no fundo do ecrã quando inicia o KDE pela primeira vez. O painel dá-lhe um acesso rápido às aplicações e torna mais fácil a organização do seu ambiente de trabalho. Usando o painel do KDE, o utilizador poderá lançar aplicações com o menu K ou os botões de aplicações, mudar de ecrãs usando a 'applet' do paginador do painel, mudar de janelas activas e minimizá-las ou maximizá-las, navegar pelas pastas usando a funcionalidade do menu de navegação, aceder às 'applets' do painel que extendem a funcionalidade deste, disponibilizando por exemplo mesas de mistura, relógios ou monitores de sistema.

Podemos alterar a organização (ou seja, o posicionamento), os Menus que o compõem e a sua aparência.


Aparência e Temas

A configuração da aparência e dos Temas permite-nos personalizar o Ambiente Gráfico a níveis que a maior parte de nós nem imagina...

Quando executa tarefas é normal observar o comportamento do rato para verificar se o computador responde ou se, pelo contrário, deixou de responder. No “Comportamento da Execução” podemos configurar o comportamento do cursor do rato para quando este se encontra ocupado, colocar um ícone reduzido a saltitar junto do cursor do rato.

Por outro lado, os “Esquemas de Cores”, tal como no Windows permite-nos alterar as cores das janelas, baseando-se em esquemas pré-instalados, personalizados pelo utilizador ou importados de fontes externas (como a Internet, por exemplo). A decoração dos contornos das janelas é configurável na secção “Decorações das Janelas”, assim como a posição e ordem dos botões, os quais estão habitualmente posicionados na parte superior direita da janela e ordenados entre “Minimizar”, “Maximizar”/”Restaurar” e “Fechar”.

O “Ecrã Inicial” existente no arranque do Ambiente Gráfico, que no Windows XP conhecemos pela passagem de três botões repetidamente como que dizendo ao utilizador “Aguarda enquanto carrego o Ambiente Gráfico, mas preocupa-te se os botões pararem por muito tempo”, também existe em Linux, mas com formas diversas. Varia em função da distribuição utilizada, mas poderá passar por vários ícones que não sendo preenchidos de cor em função do decurso do arranque, até um simulador de impressões digitais. Até os saudosos do Windows têm direito a um simulador do ecrã inicial daquele Sistema Operativo, o que demonstra bem a liberdade no Linux!

As cores das janelas são configuradas na secção anteriormente apresentada, no entanto, poderá personalizar os estilos das janelas, desde a forma dos botões, os efeitos das janelas e o comportamento da Barra de Ferramentas. Tudo isto está acessível na área “Estilo”.

Em “Fundo do Ecrã” podemos alterar a imagem de fundo da ambiente de trabalho ou optar por uma cor de preenchimento. É sempre possível importar novas imagens originárias de pastas do computador ou da Internet. E porque em Linux existe a possibilidade de utilização de mais do que um ecrã, as alterações efectuadas poderão abranger todos os ecrãs existentes ou apenas um em específico.

Mas se o leitor não se quiser dar ao trabalho de tanta personalização, poderá optar pelo “Gestor de Temas”, onde encontrará perfis com configurações pré-definidas (Temas) para cada uma das áreas indicadas anteriormente, bastando optar por um Tema e ficar com todo o Ambiente Gráfico configurado.

E, se tudo pode ser alterado, porque não mexer nos ícones? Pois bem, em “Ícones” poderá alterar os seu aspecto!

Para a poupança do monitor ou reserva da privacidade, o “Protector de Ecrã” é muito útil. E o que não falta é diversidade na escolha do protector de ecrã em Linux... desde a passagem de imagens, relógio ou simulações, a escolha é difícil dada a variedade.

A finalizar a área de “Aparência e Temas” surge um nome que aparentemente é “repetente” nestas andanças das configurações: os “Tipos de Letras”. No entanto, nesta secção não vamos gerir as fontes disponibilizadas pelo sistema às diversas aplicações (processadores de texto, por exemplo), mas a forma dos caracteres no Ambiente de Trabalho. Assim, é possível alterar o tamanho das letras, o espaçamento, entre outras especificidades.

Componentes do KDE

A “Associação de Ficheiros” permite efectuar a correspondência de cada tipo de ficheiro à aplicação (ou aplicações) que pretendemos que os execute. Ou seja, a um ficheiro com a extensão “pdf” podemos associa-lo ao Adobe Reader ou ao KPDF (e até aos dois desde que se indique a ordem de preferência).

O “Gestor de Ficheiros” por defeito no KDE é o Konqueror e nesta área é possível configurar algumas funcionalidades específicas desta aplicação bastante completa e que já mereceu um artigo dedicado em edições anteriores da Bit. Aqui podemos definir a forma como se apresentam os ícones, a abertura de sub-pastas na mesma janela ou a abertura de novas janela e a possibilidade de antevisão do conteúdo dos ficheiros.

Qualquer Sistema Operativo funciona tendo por base inúmeros Serviços que correm na sua grande parte de forma oculta. Alguns destes Serviços são iniciados automaticamente no arranque do sistema, enquanto outros são executados de forma manual pelo utilizador no decurso da utilização normal do computador. O “Gestor de Serviços” permite-nos consultar os Serviços e o seu estado, podendo em caso de necessidade arrancar se estiver parado, ou pelo contrário, parar se estiver em execussão.

No “Gestor de Sessões” é possível configurar algumas funcionalidades do encerramento e dos arranques posteriores.

Em termos de “Performance do KDE” apenas podemos configurar o “consumo” de Memória RAM por parte do Konqueror, pelo que não será este o local a utilizar para melhorar o rendimento do computador...

A “Pesquisa no Ambiente de Trabalho” é bastante útil, principalmente pela indexação constante que é efectuada de modo a apresentar os resultados das pesquisas em tempos mais baixos que o Recorde Olímpico dos 100 metros... Mas tem um contra: consome recursos da máquina de forma constante, pelo que se o seu computador não é muito recente e o sente um pouco lento, nada como desligar a Pesquisa no Ambiente de Trabalho para começar... As configurações são básicas, desde a possibilidade de arranque em fundo da aplicação para indexação, pastas a indexar e exclusões por motivos de privacidade. Actualmente no KDE das aplicações de pesquisa preferidas são o Kerry Beagle (http://en.opensuse.org/Kerry) e o Google Desktop (http://desktop.google.com/linux/).

No “Recursos do KDE” apenas podemos escolher as aplicações de Notas, Contactos de Calendário para utilização no KDE, mas sem configurações adicionais.

A associação de aplicações a funcionalidades específicas tais como o correio electrónico, a navegação web, o terminal ou mensagens instantâneas está disponível no “Selector de Componentes”, no qual podemos indicar a aplicação da nossa preferência se não coincidir com as pré-definidas, para cada uma das funcionalidades.

E, para não escrever com erros, nada melhor do que um “Verificador Ortográfico” a acompanhar-nos na utilização do computador. Se pretender alterar o idioma ou a codificação, basta visitar esta área.

Cópias de Segurança em Linux

Internet e Rede

Uma das principais funcionalidades do computador é a navegação em rede, na Internet e na rede local de computadores permitindo a partilha de dados e impressoras.

Assim, na área “Internet e Rede” podemos efectuar a configuração das diversas vertentes da rede no computador.

O Bluetooth é uma ligação muito utilizada nos telemóveis e em algumas impressoras portáteis e na área “Dispositivos Bluetooth Emparelhados” podemos emparelhar os equipamentos que pretendermos de modo a conecta-los ao computador. Depois, basta abrir o navegador (Konqueror, por exemplo) e explorar o equipamento ligado.

Na “Navegação na Rede Local” é disponibilizada um separador para a introdução de um Nome de Utilizador e uma palavra-passe para o Samba. O Samba é o protocolo que permite aos sistemas baseados em Unix (como o Linux) comunicar com o Windows para a partilha de ficheiros e impressoras. Existem duas possibilidades de utilização do Samba: como Cliente ou como Servidor. Ou seja, se estamos a utilizar o Linux para aceder por rede a uma pasta localizada num computador Windows, utilizamos o Cliente de Samba, mas por oposição, se acedermos do Windows a uma pasta partilhada no Linux, então o Linux utiliza o Samba como Servidor. O nome de utilizador e palavra-passe indicada no separador referido apenas é referente ao Cliente de Samba, pois visa a autenticação do nosso utilizador no computador remoto, isto se existir essa protecção no computador com Windows...

A área “Navegação Web” tem tantas sub-secções que quase poderia ter o destaque de área principal. Todas estas definições visam configurar o Konqueror, o navegador de base do KDE.

Desde logo, nos “Atalhos Web” podemos parametrizar pesquisas em motores de busca da internet de modo a incluir na barra de endereço o motor e a palavra chave da pesquisa. Assim, por exemplo, se escrevermos no Konqueror “gg:linux”, este abrirá a pesquisa no Google da palavra linux. Muito prático, desde que se utilize o Konqueror...

Na “Barra Lateral do Histórico” é possível configurar a capacidade máxima do Histórico e personalizar o Tipo de Letra dos URLs em função do prazo desde a última visita.

Na “Cache” poderá controlar o tamanho da pasta de 'cache' local usada pelo Konqueror. Repare-se que cada conta do utilizador no computador tem uma pasta de 'cache' separada e esta pasta não é partilhada com os outros navegadores Web como o Firefox, por exemplo. Guardar cópias locais das páginas Web que tenha visitado permite ao Konqueror carregar rapidamente o seu conteúdo nas visitas subsequentes. Se preferir, poderá desligar a 'cache' de disco do Konqueror desligando a opção Usar a 'Cache'. O utilizador poderá usar o botão Limpar a 'cache' para esvaziar a 'cache' em qualquer altura.

O “Comportamento na Web” é o local onde podemos definir a forma como interagimos com o rato em relação a hiperligações, preenchemos formulários e se relacionam as imagens a apresentar nas páginas visitadas.

Os cookies são um mecanismo utilizado pelos sites Web para guardar e obter informações utilizando o seu navegador. Por exemplo, um site pode permitir a personalização do conteúdo e formato das páginas que vê, de modo a que as suas opções fiquem persistentes entre vários acessos seus a esse mesmo site. O site consegue lembrar-se das suas preferências, guardando um cookie no seu computador. Assim, nas visitas futuras, o site obtém as informações guardadas no cookie para formatar o conteúdo do site de acordo com as suas preferências especificadas anteriormente.

Assim, os cookies desempenham um papel muito útil na navegação na Internet. Infelizmente, os sites guardam e obtêm frequentemente informações nos cookies sem o seu conhecimento ou consentimento explícito. Alguma dessa informação pode ser bastante útil aos donos do site, por exemplo, permitindo-lhes reunir informações sobre o número de visitas a diferentes áreas dos sites ou personalizar a publicidade.

O módulo de “cookies” permite-lhe definir políticas para a utilização de 'cookies' enquanto navega na Web com o Konqueror.

O AdBlocK do Konqueror pode ser configurado para substituir ou remover imagens ou molduras (frames) das páginas que correspondam a uma série de filtros. Na área “Filtros do AdBlocK” temos a opção de activar ou desactivar os filtros da lista de filtros de URLs.

Se a opção Esconder as imagens filtradas estiver activa, então as imagens bloqueadas são removidas por completo da página e o espaço ocupado por elas é reclamado de volta. Se a opção estiver desactivada, então será usada uma imagem de substituição no local das imagens filtradas.

A lista Expressões de URLs a filtrar contém os URLs que serão comparados em relação aos nomes das imagens e molduras, para decidir as acções de filtragem. Podem ser usados caracteres especiais (?, *) como expressões regulares para os nomes dos ficheiros. Cada filtro poderá ser expresso como um texto de caracteres especiais para ficheiros (p.ex., http://www.site.com/ads/*) ou como uma expressão regular completa, rodeando o filtro com barras normais (p.ex., //(ads|dclk)\./).

As folhas de estilo ou stylesheets CSS afectam a maneira como as páginas aparecem. CSS significa Cascading Style Sheets. O KDE pode utilizar a sua própria stylesheet, baseada em predefinições simples e no esquema de cores utilizado no seu ambiente de trabalho. O KDE também pode utilizar uma stylesheet feita por si. Finalmente, poderá especificar uma stylesheet neste módulo. As opções aqui apresentadas são ajustáveis por questões de acessibilidade, especialmente para as pessoas com visão reduzida. As opções aqui afectam todas as aplicações do KDE que apresentam HTML com o motor próprio do KDE, o khtml. Estes incluem o KMail, o KHelpCenter e, claro, o Konqueror. Estas opções não afectam os outros navegadores Web como o Firefox. O módulo “Folhas de Estilo” tem duas páginas, a Geral, onde poderá escolher a stylesheet a usar, e a Personalizar onde poderá criar uma stylesheet para acessibilidade.

Quando o Konqueror se liga a um site para obter informações, é enviada alguma informação de identificação básica para o site, sob a forma de um cabeçalho “User Agent”. Por causa de diferenças menores nas quais os diferentes navegadores Web funcionam, as páginas Web que se baseiam demasiado num em especial podem às vezes não mostrar o resultado pretendido, quando são vistos utilizando outro navegador. Alguns sites são capazes de examinar o conteúdo do cabeçalho de agente do utilizador e incorporar essa informação no código de HTML, de modo a que o conteúdo seja mostrado correctamente, independentemente do navegador usado. Neste módulo “Identificação do Navegador”, o utilizador pode configurar o tipo de navegador que o Konqueror irá usar para se identificar. Poderá controlar esta informação por cada site. Normalmente, a lista que está identificada como Identificação Específica do Site/Domínio estará vazia, de modo a que o Konqueror utilize o seu texto de identificação por omissão.

O Java permite às aplicações serem transferidas e executadas por um navegador Web, desde que tenha o software necessário na sua máquina. Muitos sites Web utilizam o Java (por exemplo, os serviços de home-banking ou os jogos interactivos). Deverá recordar-se que os programas executados a partir de fontes desconhecidas podem ameaçar a segurança do seu computador, mesmo que a extensão da ameaça não seja grande. A opção de Configuração Global do “Java e JavaScript” permite-lhe activar o suporte de Java para todos os sites por omissão, sendo igualmente possível seleccionar a activação do Java para máquinas específicas.

A primeira opção dos “Plugins” permite a sua activação. Se desactivar esta opção, então o Konqueror não irá utilizar quaisquer plugins. Se a activar, todos os plugins instalados e configurados que o Konqueror encontrar serão usados por ele. Também pode restringir o Konqueror para só permitir os URLs de HTTP e HTTPS para os plugins. Como o Navigator da Netscape foi uma norma na navegação Web durante muitos anos, foram aparecendo muitos plugins do Netscape para permitir conteúdos Web mais elaborados. Ao usar esses plugins, as páginas Web podem conter ficheiros PDF, animações de Flash, vídeo, etc.. Com o Konqueror, o utilizador poderá utilizar esses plugins para tirar partido desse conteúdo Web. O Konqueror tem de saber onde os seus plugins do Netscape estão instalados. Estes podem estar em vários locais, isto é, poderá ter plugins a nível do sistema em /opt/netscape/plugins e os seus plugins pessoais em $HOME/.netscape/plugins. Contudo, o Konqueror não irá usar automaticamente os plugins instalados: precisa em primeiro lugar de pesquisar numa lista de pastas. O utilizador pode iniciar a pesquisa se carregar em Pesquisar novos plugins ou então activar o Pesquisar novos plugins no arranque do KDE, de modo a que o Konqueror vá, em cada arranque, pesquisar as pastas apropriadas para ver se foram instalados novos plugins.

As aplicações baseadas em ambiente web são cada vez mais frequentes, e normalmente são baseadas em CGI (Common Gateway Interface). Se em alguns casos as aplicações são disponibilizadas online na Internet ou em servidores locais, poderão existir aplicações instaladas localmente na máquina, e nesse caso, poderão ser configuradas na área “Programas CGI” para que o Konqueror possa trabalhar com elas.

Na secção “Tipos de Letra” poderá seleccionar várias opções relacionadas com o uso dos tipos de letra. Ainda que o tipo e o tamanho da letra sejam frequentemente parte integrante do desenho de uma página Web, poderá seleccionar algumas opções por omissão para o Konqueror usar.

Nas “Preferências da Ligação” o utilizador poderá configurar os tempos-limite. Pode querer ajustá-los se a sua ligação for muito lenta, porém os valores por omissão são apropriados para a maioria dos utilizadores. Aqui, os Valores de Tempos-Limite são o intervalo de tempo que uma aplicação deve esperar para obter uma resposta de uma operação de rede.

O “Proxy” é um programa que corre num computador e que actua como um servidor na rede à qual o utilizador está ligado (quer por modem ou através de outro meio). Este programa recebe pedidos de FTP e HTTP, obtém os ficheiros relevantes da Internet e passa-os ao computador-cliente que fez os pedidos.

Quando tiver configurado um Proxy, os pedidos de HTTP ou FTP são reencaminhados através do computador que está a actuar como servidor Proxy. Porém, também poderá seleccionar as máquinas específicas que devem ser contactadas directamente, em vez de ser através do servidor Proxy. Só irá necessitar de configurar um servidor Proxy se o seu administrador de rede precisar de tal (se você for um utilizador de um ISP, por exemplo, este será o seu fornecedor de acesso à Internet ou ISP). Caso contrário, especialmente se se sentir um bocado confuso acerca deste assunto, mas tudo parece estar a funcionar com a sua ligação à Internet, não necessita de alterar nada. Repare que a utilização de servidores Proxy é opcional, mas tem a vantagem de lhe dar um acesso mais rápido e seguro aos dados na Internet, principalmente se o servidor Proxy se encontrar numa LAN (Rede Local) e regular o acesso à Internet dos postos de trabalho.

Por fim, a configuração do Servidor “Samba” permite-nos definir o Grupo de trabalho a associar na rede, o nome da máquina pelo qual será visto, as partilhas de pastas, impressoras e os utilizadores que pretendemos autorizar a aceder às partilhas.

Cópias de Segurança em Linux

Periféricos

Para uma utilização do computador mais eficiente, necessitamos da ligação de alguns componentes, designados por Periféricos.

No Centro de Controlo do KDE podemos configurar os dispositivos de armazenamento, o ecrã, as impressoras, os Joysticks (ainda os utiliza?), a máquina fotográfica digital, o rato e o teclado.

Nos dispositivos de armazenamento é possível configurar o comportamento quando é detectado um novo dispositivo ligado ao computador. Assim, tal como no Windows, quando inserimos um CD, um DVD, um disco externo ou uma pen USB, aparece um quadro com a indicação de várias possibilidades, em Linux podemos editar o conteúdo desse quadro, de modo a possibilitar a introdução de uma funcionalidade que não aparece por defeito ou até a eliminar algumas opções que nunca utilizamos.

A configuração do ecrã coloca ao alcance do utilizador a alteração da sua resolução e taxa de actualização, a gama de cores e a possibilidade de poupança energética com a entrada em “stand by”, em suspenso ou desligar do monitor em momentos prolongados de inactividade. Podemos, igualmente, configurar a utilização de vários monitores, de modo a que as configurações efectuadas sejam aplicadas a todos ou individualmente.

A Gestão de Impressoras em Linux está muito facilitada, principalmente pela quantidade de drivers existentes no Sistema Operativo que cobrem uma quantidade enorme de impressoras existentes no mercado, e é também de realçar o empenho dos fabricantes em disponibilizar drivers para Linux nos CDs que acompanham as impressoras de fábrica. Instalar, configurar ou partilhar uma impressora é muito simples nesta área do Centro de Controlo. No processo de instalação de impressoras podemos indicar se se trata de uma impressora ligada ao computador por conexão USB ou Porta Paralela, ou em alternativa, por ligação de Rede (LAN). Neste último caso, o assistente de instalação pergunta se a impressora está ligada a um computador e nesse caso se o qual o Sistema Operativo, de modo a adequar as aplicações (SAMBA no caso do Windows, por exemplo). No final, poderá imprimir uma página de teste para se certificar que a instalação foi bem sucedida.

O Joystick pode ser configurado em função da porta utilizada na sua ligação ao computador. Após a sua detecção, poderá confirmar o funcionamento através dos quadros indicativos dos movimentos efectuados com o Joystick e respectivos botões.

Após a ligação da Máquina Fotográfica Digital ao computador, esta deverá ser imediatamente reconhecida e aparecerá um quadro a perguntar ao utilizador qual a acção que pretende que seja efectuada (abrir o conteúdo no explorador de ficheiros ou abertura do digiKam, por exemplo). No entanto, se a máquina não for detectada, poderá adiciona-la manualmente ao sistema nesta área do Centro de Controlo. Tal como nas impressoras, a quantidade de câmaras suportadas de origem pelo Linux é muito grande e para tal basta escolher a marca e modelo e a porta utilizada (série ou USB).

Mesmo na configuração de algo tão simples como um rato, a variedade é muito grande a nível de configurações... Desde a configuração entre utilizadores destros e canhotos, à inversão do deslizamento da roda (ao rodar para cima o testo desliza no sentido contrário), até à poupança de cliques bastando clicar uma vez para abrir uma pasta ou executar um ficheiro, são possibilidades ao alcance do utilizador. Por outro lado, podemos alterar os temas dos ponteiros do rato entre setas com forma diferentes ou outros ícones, velocidade de movimento e cliques e até mesmo activar o teclado de modo a movimentar o ponteiro do rato com as teclas!

Já o teclado merece menos configurações... aqui podemos alterar a velocidade da repetição do teclado, ou seja, o número de inserções efectuadas quando mantemos uma tecla premida, a possibilidade de arrancar sempre com o Num Lock activo ou activar o volume da utilização do teclado em função das teclas carregadas.

Regional e Acessibilidade

Nas acções de entrada encontramos muitos dos atalhos utilizados com o teclado ou o rato para tarefas correntes de modo a facilitar a sua execussão. Por exemplo, para abrir o Navegador Web Firefox, podemos configurar a combinação das teclas Ctrl+i, bastando indicar esta acção no respectivo quadro. Existem ainda, movimentos efectuados com o rato de modo a executar acções, tais como avançar ou retroceder no Navegador Web ou abrir um novo separador. Se pretender utilizar este recurso deve recordar-se que, por vezes, executamos os gestos programados sem dar conta, pelo que aconselhamos a configuração dos mesmos sempre com a pressão da roda do meio para que o faça sempre na certeza do que é pretendido...

O módulo de Acessibilidade foi concebido para ajudar os utilizadores que têm dificuldade em ouvir avisos sonoros, ou que têm dificuldade em utilizar o teclado. Encontramos duas situações: Campainha e Teclado.

A configuração da Campainha está dividida numa secção “Campainha Audível” e uma secção “Campainha Visível”. A opção com o nome “Utilizar a Campainha do Sistema”, determina se a campainha normal toca. Se esta opção não estiver seleccionada, a campainha do sistema não emitirá nenhum som. Podemos optar por tocar um som diferente sempre que a campainha do sistema é despoletada. Para activar, seleccione a opção “Utilizar uma campainha personalizada” e introduza a localização completa do ficheiro com o som no campo “Som a Reproduzir”. Se quiser, poderá utilizar o botão “Escolher” para navegar pelo seu sistema de ficheiros e encontrar o ficheiro pretendido.

Para os utilizadores que têm dificuldades em ouvir a campainha do sistema, ou para os utilizadores cujos computadores não conseguem reproduzir sons, o KDE oferece a campainha visível. Esta campainha pode dar um sinal visual (inverter o ecrã ou piscar uma cor no ecrã) nas situações em que a campainha do sistema iria tocar. Para utilizar a campainha visível, comece por seleccionar a opção “Utilizar uma campainha visível”. Poderá então seleccionar entre “Inverter ecrã” ou “Piscar ecrã”. Se optar por “Inverter ecrã”, todas as cores no ecrã serão invertidas. Se escolher “Piscar ecrã”, poderá escolher a cor, carregando para tal no botão respectivo. A barra deslizante pode ser utilizada para ajustar a duração da campainha visível. O valor por omissão é 500ms, ou seja, meio segundo.

Existem três secções no painel do Teclado:

Se a opção “Usar Teclas Fixas” estiver seleccionada, o utilizador pode pressionar e largar as teclas Shift, Alt ou Ctrl, e depois carregar noutra tecla para obter uma combinação de teclas (exemplo: Ctrl+Alt+Del poderia ser feito com Ctrl seguido de Alt seguido de Del).

Nesta secção também encontramos a opção “Trancar as Teclas Fixas”. Se esta estiver seleccionada, as teclas Alt, Ctrl, e Shift ficam “seleccionadas” até que sejam “desactivadas” de novo pelo utilizador. Por exemplo: Com a opção “Trancar as teclas fixas” desactivada o utilizador carrega na tecla Shift, e de seguida, na tecla F. O computador traduz esta acção em Shift+F. Se o utilizador de seguida carregar na tecla P, o computador recebe a letra p (sem o Shift).

Com o “Trancar as teclas fixas” activado, o utilizador carrega na tecla Shift duas vezes e de seguida na tecla F, e o computador traduz esta acção em Shift+F. Se o utilizador de seguida carregar na tecla P, o computador interpreta isto como a letra P (Shift+P). Para desligar a tecla Shift, deverá carregar nesta tecla novamente.

Quando a opção de “Teclas lentas” se encontra activa, o utilizador deverá manter a tecla carregada durante um período de tempo específico (ajustável com a barra deslizante), até que a tecla seja aceite. Isto previne o pressionar acidental de teclas.

Com a opção de “Teclas sonoras” seleccionada, o utilizador tem que esperar um intervalo de tempo específico (configurado com a barra) antes que a próxima tecla seja aceite. Isto evita que pessoas com pouca precisão carreguem na mesma tecla mais do que uma vez.

Tal como nas Acções de Entrada, também podemos configurar teclas de atalho no Módulo Atalhos do Teclado de modo a atribuir combinações de teclas para executar aplicações ou navegar entre janelas e ecrãs.

Na disposição do teclado definimos o país em que pretendemos configurar o teclado, de modo a utilizar correctamente as suas teclas. Como exemplo basta pensar no ç ou ã...

Por fim, a indicação do País e Idioma permitem-nos definir a língua utilizada, o fuso horário, o tipo de sinalização numérica e de moeda.

Segurança e Privacidade

A Carteira KDE é um Gestor de Senhas que nos permite guardar de forma segura todas as senhas utilizadas nas diversas aplicações. Desde a palavra-passe do e-mail configurado no ThunderBird até às senhas de páginas de Internet, todas elas são armazenadas na Carteira KDE. Assim, sempre que nos é solicitada a palavra-passe a Carteira KDE solicita-nos a introdução de uma senha de acesso a todas as senhas, e após a sua inserção, a palavra-passe é preenchida automaticamente. Esta funcionalidade é muito interessante pois permite-nos guardar todas as senhas (mesmos as mais importantes) no computador, sabendo que mesmo que outra pessoa o utilize as nossas senhas não serão disponibilizadas... No entanto, podemos indicar quais as aplicações que passam a aceder directamente ao conjunto de senhas sem solicitar a senha “principal”, de modo a facilitar a utilização do computador, num cenário de poucas possibilidades de utilização por terceiros.

Se é um utilizador que necessita de utilizar encriptação, o painel Cifra permite configurar vários formatos de encriptação e certificados para utilizações diversas.

Em termos de Privacidade, é possível a eliminação de cache, conteúdo da área de transferência, Documentos recentes, Historial de Execução de comandos e os elementos do Menu de Arranque rápido do KDE. Paralelamente, podemos eliminar no Navegador Web a Cache, os Cookies, os dados dos formulários para auto-completação, o Histórico e os favoritos.

Os dados da Senha e Conta do Utilizador serão utilizados pelo Kmail para a configuração da conta de e-mail a enviar (SMTP) para o utilizador do computador.

Som e Multimédia

O KDE não utiliza normalmente a campainha do sistema. Em vez disso, utiliza as suas próprias notificações do sistema, o que pode incluir o registo em ficheiros, mensagens ou mesmo a sua própria campainha.

A configuração dos CDs de Áudio coloca-nos a possibilidade de indicar o dispositivo do CD (no entanto normalmente o sistema reconhece e instala automaticamente), de utilizar a correcção de erros na leitura, a forma como os nomes de artistas e das faixas são apresentadas durante a leitura e a codificação Ogg Vorbis para “ripar” os CDs, tal como vimos no artigo da edição anterior.

A definição das Mensagens do Sistema permitem ao utilizador a sua personalização de modo a configurar para cada tipo de Mensagem o texto e/ou som que pretende receber.

Finalmente, o Sistema de Som possibilita ao utilizador a sua activação ou desactivação, podendo ainda utilizar a funcionalidade de utilizar o som pela rede de modo a permitir tocar um som num computador remoto ou possibilitar o controlo do som do seu computador por outro na rede. Se existirem problemas com “saltos” no som, podemos ainda alterar a prioridade da execução do som no sistema. Por fim, podemos configurar o dispositivo de Hardware que é utilizado para o Som no computador.

Centro de Controlo Mandriva Linux

Já em diversas situações referimos o Centro de Controlo Mandriva Linux, local onde se concentram as ferramentas de configuração do Sistema Linux.

O Centro de Controlo Mandriva Linux

Existem duas ferramentas de sistema com o nome igual, mas com funcionalidades diferentes. O Centro de Controlo Mandriva Linux analisado neste artigo permite ao utilizador efectuar as configurações do Sistema Operativo, por outro lado no Centro de Controlo KDE podemos configurar as várias funcionalidades do Ambiente Gráfico. A diferença de configurações é tão relevante que para o primeiro necessita inserir a palavra-passe de root, o que não acontece no segundo.

O Centro de Controlo Mandriva Linux está para o Linux como o Painel de Controlo está para o Windows, e encontra-se dividido em nove menus: Gestão de Programas, Administração em Linha, Material, Rede e Internet, Sistema, Partilha de Rede, Discos Locais, Segurança, e finalmente, Arranque.

Gestão de Programas

Este é o menu que aparece logo que o Centro de Controlo Mandriva Linux é iniciado, visto esta aplicação não dispor de uma página inicial especifica.

A Gestão de Programas já foi explicada no artigo anterior dedicado à instalação de aplicações em Linux, no entanto voltamos a analisar este processo.

Na Gestão de Programas existem quatro ícones: Gerir Programas, Actualizar o seu Sistema, Configurar médias fonte para instalação e configuração e Estatísticas dos pacotes.

Na área de Gestão de Programas é apresentada uma janela onde se encontram listados todos os programas disponibilizados, tendo a indicação com um circulo verde e um visto nos que se encontram instalados no computador. Para adicionar uma aplicação basta clicar no primeiro quadrado da linha do programa e confirmar no botão “Aplicar”. A partir desse momento é iniciada a instalação do aplicativo e dos eventuais ficheiros dependentes que possa necessitar. Da mesma forma, caso pretenda desinstalar um programa, basta clicar no ícone verde e “aplicar” a alteração.

No campo “Procurar” é possível efectuar uma pesquisa pelo nome ou pelas descrições do programa que pretendemos, e caso exista, este será listado no campo “Pacote”.

O ícone “Actualizar o seu Sistema” permite-nos efectuar a actualização automática dos programas instalados, sendo listados (caso existam) os programas a actualizar e a indicação da respectiva versão.

Como já foi explicado em artigos anteriores, nos sistemas Linux recorremos a servidores denominados “Repositórios”, os quais disponibilizam as aplicações para instalação e actualização da Distribuição que utilizamos. Existem vários Repositórios, especialmente na distinção entre os que fornecem ficheiros de instalação e os de actualização. Normalmente são utilizados os servidores do fabricante da distribuição, o que torna esta ferramenta mais fiável e segura. No entanto, poderão ser utilizados servidores de terceiros, sendo neste caso muito cuidado com as escolhas... O ícone “Configurar médias fonte para instalação e configuração” permite-nos configurar de forma automática os servidores oficiais da Distribuição, no entanto, é sempre possível a adição manual de servidores de terceiros. Todos os Servidores listados são fontes de instalação de aplicações, desde que estejam activos, e poderão ser igualmente uma fonte de actualização do sistema, sempre que essa opção esteja seleccionada.

Por fim, o ícone de “Estatísticas de Pacotes” lista os pacotes instalados no sistema e a data da sua última utilização.

Administração em Linha

A Administração em Linha permite-nos controlar um computador remoto ou deixar que controlem o nosso. Baseia-se no Protocolo VNC (Virtual Network Computing), no qual podemos controlar um computador que não está fisicamente perto de nós, como se fosse o nosso próprio. É uma funcionalidade muito interessante quando necessitamos ajudar (ou ser ajudados). No campo “Tipo de Acesso Remoto” definimos se pretendemos controlar um computador Linux, permitir o controlo do nosso ou controlar um outro computador com o Sistema Operativo Windows.

Material

Todo o Hardware é configurado nesta secção do Painel de Controlo.

Desde a pesquisa automática de novos componentes e listagem dos periféricos instalados, a configuração dos gráficos com a possibilidade de activação de efeitos 3D, configuração de monitor e placa gráfica, teclado e rato, impressoras, scanners e faxes e monitorização de UPS para que o computador se desligue em segurança em caso de falha de energia.

Se o problema é Hardware, esta é a área a utilizar!

Rede e Internet

Tal como o nome indica a configuração de ligações de rede e Internet é efectuada nesta área.

No “Centro de redes” são listadas as placas de rede encontradas pelo Linux, quer sejam Ethernet ou Wireless. Para cada uma delas existem as possibilidades de monitorizar o seu funcionamento e de alterar a configuração. Particularmente na rede sem fios, são listadas as redes encontradas no local onde se encontra o computador.

A criação de novas ligações é facilitada por uma janela com a configuração passo-a-passo. Podemos optar entre a criação de uma nova ligação Ethernet, Satélite (DVB), Modem Cabo, DSL, ISDN, Sem Fios, GPRS/Edge/3G, Bluetooth ou Modem Analógico... O que mais poderemos querer?

De qualquer modo, no caso de criar uma configuração errada tem sempre a possibilidade de a remover facilmente, por isso, mal não faz...

O acesso à Internet poderá ainda ser baseado num servidor Proxy, através de VPN ou até partilhado do nosso computador para a restante rede interna. Para todos estes cenários, existem configuradores específicos.

Muitos utilizadores acedem a redes e à Internet de diversos locais, pelo que é muito útil a criação de perfis. A cada localização é associado um perfil, no qual é registado o tipo de acesso, a configuração de endereçamento IP, etc. Desta forma, basta escolher o perfil em função da localização e o computador está pronto a trabalhar em rede!

Sistema

Na secção Sistema podemos encontrar três tipos de configurações agrupadas entre a Gestão de Serviços do Sistema, a Localização e as Ferramentas de Administração.

A “Autenticação” permite-nos definir a localização da origem da autenticação dos utilizadores. ou seja, numa situação normal, as definições estão localizadas no próprio computador, num ficheiro local. No entanto, em ambiente empresarial poderá ser conectado a um servidor LDAP, NIS, Domínio Windows, Active Directory com SFU ou com Winbind. Desta forma, o Administrador poderá rapidamente configurar o tipo de autenticação dos utilizadores do sistema.

No ícone “Gerir Serviços do Sistema” é apresentada uma listagem de todos os serviços (ou aplicações que correm em segundo plano), com a respectiva informação do seu estado actual (parado ou a executar), assim como a possibilidade de activar a sua inicialização no arranque do sistema. Podemos igualmente parar e arrancar cada um dos processos a qualquer altura.

No ícone seguinte podemos ainda adicionar e remover tipos de letra e até mesmo importar tipos de letra do Windows, se preferirmos.

Na secção “Localização” é possível a gestão da data e hora, tal como quando se clica no ícone das horas da barra de tarefas no canto inferior direito do ecrã.

Por outro lado, podemos gerir a localização do sistema, o que não ẽ mais do que a escolha do idioma e definições regionais. O principal destaque desta funcionalidade é a possibilidade de alterar o idioma do ambiente gráfico sem necessitar de reiniciar o computador. Em Windows isto nem sequer é possível, pois a instalação do sistema operativo apenas ficará disponível na língua da instalação.

Nas Ferramentas de Administração, podemos ver e procurar registos do sistema em busca de informação concreta sobre o funcionamento do sistema, abrir a consola como administrador de modo a efectuar configurações como root, podemos ainda gerir utilizadores do sistema e respectivas permissões, importar documentos e configurações existentes numa partição Windows que exista no mesmo computador e configurar as cópias de segurança através de um sistema automatizado.

Partilha de rede

Na secção partilha de rede existe a possibilidade de partilhar pastas do computador com máquinas Windows ligadas em rede através do protocolo Samba.

Na eventualidade de existirem máquinas na rede com sistema operativo da família Unix (Linux, Mac, entre outras) temos disponível o protocolo NFS.

Discos Locais

Nesta área podemos gerir as partições do disco rígido interno e partilha-las directamente, assim como configurar o leitor de CD/DVD, caso exista.

Segurança

Tal como temos referido ao longo dos artigos editados sobre Linux, a segurança é um factor de elevada importância pelo que a sua configuração é primordial. No entanto, a disponibilização de diversas possibilidades de configurações torna esta tarefa complicada.

Esta constatação por parte dos fabricantes levou-os a desenvolver ferramentas facilitadoras das configurações de segurança e firewall.

Na área de Definição de Segurança e Auditoria pode configurar o nível de segurança e o administrador da sua máquina.

O Administrador de Segurança é aquele que irá receber os alertas de segurança se a opção 'Alerta de Segurança' é definida. Pode ser um nome de utilizador ou um endereço de correio electrónico.

O menu 'Nível de Segurança' permite-lhe escolher um dos seis níveis de segurança pré-configurados fornecidos com o msec. Esta extensão de níveis vão desde segurança 'baixo' e de fácil uso, até à configuração 'paranóica' apropriada a aplicações de servidor muito sensíveis:

Baixo: Este é um nível de segurança completamente inseguro mas de fácil uso. Deve ser apenas usado por máquinas não conectadas a qualquer rede e que não estejam acessíveis a toda a gente.

Padrão: Este é o nível de segurança padrão recomendado para um computador que seja usado para conectar à Internet como cliente

Elevado: Existem já algumas restrições, e mais verificações automáticas são executadas todas as noites.

Superior: A segurança é agora suficiente para o uso do sistema como um servidor que pode aceitar conexões de vários clientes. Se a sua máquina é apenas um cliente na Internet, deve escolher um nível mais baixo.

Paranóica: Este é similar ao nível anterior, mas o sistema é inteiramente fechado e as opções de segurança estão ao seu máximo.

Na configuração de Firewall pessoal podemos escolher os serviços (web, ftp, e-mail, entre outros) que pretendemos disponibilizar a partir do exterior. Desta forma, o utilizador não necessita de conhecimentos aprofundados para configurar esta ferramenta de segurança tão útil.

No entanto, se for um entendido na matéria e pretender configurar manualmente tem a possibilidade de utilizar o ícone “Configuração avançada para interfaces de rede e firewall”... Só para entendidos!

Arranque

Finalmente, no “Arranque” podemos configurar a auto-autenticação, de modo a evitar o pedido de nome de utilizador e palavra-passe no arranque do sistema.

A “Configuração do Arranque do Sistema” permite alterar o menu de arranque (GRUB) no inicio do Bios e no qual aparecem listados os sistemas operativos instalados no computador.

Por fim, o aspecto gráfico do arranque do ambiente gráfico pode igualmente ser alterado nesta área.

Centro de Controlo KDE

Na próxima edição vamos apresentar o Centro de Controlo KDE e as suas funcionalidades de configuração do Ambiente Gráfico. Não perca!

domingo, 26 de outubro de 2008

Aplicações Multimédia em Linux

Nas próximas páginas damos continuidade à apresentação de aplicações a funcionar em Linux. Conheça as aplicações Multimédia que acompanham a instalação do Linux na sua versão original, assim como algumas que facilmente poderá instalar e que melhoram a experiência do utilizador.


Som e Vídeo

Como não poderia deixar de ser, em Linux também são disponibilizadas diversas aplicações de reprodução de Áudio e Vídeo para que os utilizadores possam ouvir as suas Músicas favoritas e assistir aos vídeos de vários formatos.

Um dos principais problemas na reprodução de elementos Multimédia são os Codecs. Várias ferramentas disponibilizadas nas Distribuições ajudam-nos a ultrapassar esses inconvenientes através do aparecimento de caixas de diálogo informando da necessidade de instalação de um Codec que não está presente no sistema. O facto de se utilizarem normalmente versões gratuitas do Linux implica dificuldades na inserção de origem de Codecs proprietários, principalmente para os mais “puritanos”...

No entanto, uma das soluções mais fáceis de implementar assenta na instalação da aplicação VLC, a qual inclui a maior parte dos Codecs utilizados. Paralelamente, a reprodução de DVDs (mesmo que se tratem de exemplares originais) está restrita na instalação original de grande parte das Distribuições, mas mais uma vez, a instalação do VLC resolve este problema.

As aplicações de Som e Vídeo incluídas no Mandriva são as seguintes:

Amarok – O Amarok é o leitor de áudio do KDE por excelência. Embora seja muito completo, a sua utilização é surpreendentemente simples. As fontes podem ser as mais diversas: ficheiros guardados no computador, CD de áudio ou emissão online da Internet. Aliás, se pretender ouvir uma rádio online que apenas disponibiliza links para o Windows Media Player, basta “descobrir” o link e inseri-lo no Menu “Activar – Tocar Media” e inseri-lo nesse local, e a emissão inicia a reprodução! Veja o exemplo apresentado na imagem do Streaming da Antena 3.

O utilizador poderá criar Colecções através de um processo automático, bastando indicar a(s) pasta(s) onde se encontram ficheiros áudio. A partir daí o Amarok cataloga por nome e data de reprodução ou por pesquisa directa para que possa encontrar rapidamente a música que pretende ouvir neste momento.

Nas Listas de Reprodução é oferecido não só o conteúdo das audições recentes, mas também uma imensa listagem de rádios online, as quais têm o Stream à distância de um clique.

Como é normal neste tipo de aplicações, existe uma loja online de compra de música, denominada “Magnatune”. Finalmente, a ligação de um Leitor de MP3 ou de uma pen com ficheiros áudio numa porta USB do computador despoleta no Amarok uma caixa de diálogo a colocar-se “à disposição” para as reproduzir!

Adobe Flash Player – A visualização de conteúdos em Flash, principalmente vídeos, é cada vez mais corrente, pelo que a Adobe oferece este leitor gratuito aos utilizadores Linux. Esta aplicação está embutida nos navegadores Internet, tais como o Firefox ou o Opera.

Kaffeine – O Kaffeine é um dos melhores leitores de vídeo e áudio para Linux, nomeadamente em KDE. Embora tenha menos funcionalidades na vertente áudio do que o Amarok, o Kaffeine tem uma alargada colecção de Codecs que o tornam muito útil na visualização de ficheiros DivX.

KAudioCreator - O KAudioCreator é um extractor de CDs de áudio para o KDE. Com ele, podemos extrair facilmente os CDs de áudio para ficheiros MP3 ou OGG, ou ainda para outros formatos, dependendo do codificador que tiver instalado no sistema. Na imagem apresentada é copiado um CD original de Jorge Palma, o qual indica na capa ter “Tecnologia Anti-Cópia” e não ser possível ler em Macintosh. O KAudioCreator reconheceu-o, extraiu-o e as faixas estão disponíveis para audição no computador. Alertamos o leitor que não deverá utilizar a tecnologia para efectuar cópias ilegais de conteúdos protegidos por direitos de autor. Esta ferramenta permite a utilização do conteúdo do CD no computador, dispensando o CD original que deve ter em sua posse.

Kdenlive – O Kdenlive é um editor de vídeo não-linear para Linux. Trata-se de uma solução relativamente simples, mais vocacionado para a edição de filmes caseiros de modo a recordar aquelas férias fantásticas ou o aniversário passado... Basta importar da câmara digital, editar as cenas, adicionar pistas de áudio e efeitos. Está dado o primeiro passo para um Realizador de sucesso!

KMix - O KMix é o programa de mesa de mistura do KDE para a placa de som. Apesar de pequeno, possuí muitas funções. O programa deverá fornecer controlos para cada uma das suas placas de som (se existir mais do que uma), basta escolher a placa que pretendemos controlar no Menu “Configuração”. O funcionamento do KMix é bastante claro. Todo o dispositivo da mesa de mistura que a placa de som fornece é representado por uma barra de controlo de volume. Adicionalmente existe uma barra deslizante no fundo da janela do KMix a qual efectua o balanceamento entre a esquerda e a direita. Se possui várias placas de som, cada uma delas terá a sua página. A Janela Principal do KMix tem três secções com controlos da placa de som:
Saída: Esta contém os controlos que estão mais relacionados com a saída ou reprodução de som, como o controlo de volume "Master" (mestre).
Entrada: Esta contém os controlos mais relacionados com a gravação, como o "Capture" (Captura).
Opções: Esta contém todas as opções que permitem apenas LIGAR ou DESLIGAR alguma funcionalidade (como o "Mic Boost (+20dB)") e as opções de escolha-múltipla como o "Seleccione o Microfone: Mic1 ou Mic2").
Para além dos controlos de volume, o KMix também contém LED's. A regra geral das cores é:
Verde: Um LED que lida com a reprodução
Vermelho: Um LED que lida com a gravação
Amarelo: Um LED que lida com as capacidades especiais da placa de som

KsCD – Leitor básico de CDs. É o ideal para quem tem preferência por soluções simplistas.

LinDVD – Se o Windows tem o WinDVD, porque é que os utilizadores de Linux não podem ter o LinDVD? E quem o fornece é a InterVideo! Trata-se de um leitor de DVD, tal como o seu congénere do Windows.

Linux MultMedia Studio – Aplicação ideal para quem gosta de música de dança, o LMMS permite a criação de música através de alguns cliques do rato. Ao candidato a compositor basta inserir sons, “samples” ou até mesmo tocar o piano sintetizador incluído. Depois é só publicar na Internet e esperar vir a ser um DJ ou músico de sucesso!

Mixxx – Se a sua veia artística é mais virada para a mistura de músicas, então vai é garantido que nem vai dar pelo tempo passar enquanto se diverte com o Mixxx... Não desanimem os leitores que ainda não utilizam o Linux, pois esta aplicação também funciona em Windows e Mac. A importação da Playlist é tão fácil como indicar a pasta onde se encontram os ficheiros de música no computador. A partir daqui, basta escolher a sequência das músicas e mistura-las. A ajudar existem ferramentas de contagem de BPM (beats per minute), ajuste automático de BPM entre as duas músicas a misturar de modo a “suavizar” a transição, barras de evolução das músicas, pré-audição nos Headfones, entre outras.

RealPlayer – O sobejamente conhecido RealPlayer também está disponível para Linux e é mais uma alternativa para a reprodução de conteúdos multimédia.

Totem – O Totem é um reprodutor de filmes do Gnome, no entanto o seu funcionamento no KDE é excelente e recheado de Codecs muito úteis.

Sound Juicer – Tal como o KAudioCreator, o Sound Juicer é um extractor de CDs de áudio, o qual permite a gravação no disco rígido das faixas de áudio convertidas em MP3, OGG, entre outras. As diferenças entre os dois programas são imperceptíveis à primeira vista...

Gravador de Som – tal como o nome indica, esta aplicação grava sons capturados por dispositivos de entrada (Micro, por exemplo) no disco do computador. Os ficheiros resultantes da gravação poderão ser, ou não, comprimidos. Embora este programa seja nativo do GNOME, funciona na perfeição no KDE...

Leitor de CDs – Minimalista e com a única função de reprodução de CDs áudio, o Leitor de CDs é perfeitamente dispensável perante os concorrentes de peso que nos oferecem. É idêntico ao KsCD.

Leitor de Media VLC – Referido no inicio do artigo, o Leitor de Media VLC importa na sua instalação um grande e muito útil conjunto de Codecs, os quais ficam disponíveis para as outras aplicações. As funcionalidades do VLC são muito aproximadas ao Kaffeine.


Como vimos, o Linux vem bastante bem “apetrechado” de aplicações Multimédia, não ficando a dever em nada ao Windows.

Nas próximas edições abordaremos a área de Ferramentas de Configuração do Sistema ajudando o leitor a dominar as ferramentas de personalização e configuração do Linux.

Aplicações de Produtividade e de Gráficos em Linux

ópias de Segurança em Linux

Nas próximas páginas conheça as aplicações de produtividade e de Gráficos que acompanham o Linux de origem. Muitas mais podem ser instaladas facilmente pelo utilizador, pois a oferta é enorme!

Aplicações de Produtividade

As aplicações de Produtividade, nas quais se incluem os Processadores de Texto, as Folhas de Cálculo, aplicações de desenho, apresentação de diapositivos e Bases de Dados, são fundamentais para todos os utilizadores de computadores.

Desde o estudante até aos profissionais , todos utilizamos estas ferramentas com maior ou menor grau de complexidade.

Neste âmbito, o domínio é absoluto por parte da Microsoft com a Suite Office. De facto, o resultado de tantos anos de existência nos computadores de todos nós criou um elevado grau de habituação, transformada em “familiaridade” ao longo de várias versões do Office.

Por contraponto, o aparecimento do OpenOffice abriu a possibilidade de cada utilizador optar por uma alternativa gratuita e muito semelhante em performance e funcionalidades.

O principal marco na existência do OpenOffice aconteceu a partir do momento em que passou a ser possível abrir, editar e gravar ficheiros compatíveis com o Office da Microsoft. Embora, ainda hoje com alguns problemas em manter a formatação dos documentos, a possibilidade de intercâmbio de ficheiros entre as duas suites de aplicações de produtividade facilitou bastante a vida aos utilizadores do programa gratuito.

Algumas diferenças saltam à vista quando se compara o OpenOffice com o Office, desde logo, o aspecto visual do OpenOffice é menos apelativo, embora a grande parte das barras apresentem as mesmas funções das congéneres do Office.

Por outro lado, verificamos algumas falhas na inserção de fórmulas matemáticas no processador de texto, embora no OpenOffice seja disponibilizado o “Math”, este não é tão intuitivo e completo quanto o “Equation” da Microsoft.

No entanto, para a utilização que geralmente é realizada pela maior parte dos utilizadores, o OpenOffice disponibiliza todos os meios e ferramentas para essas exigências.

Uma das funcionalidades mais interessantes do OpenOffice é a possibilidade de exportação dos ficheiros criados para PDF directamente do documento e sem custos!

Da nossa experiência na implementação do OpenOffice verificamos um elevado grau de retorno ao Office da Microsoft sem aparente “incompatibilidade” técnica, mas mais baseado no “hábito” dos utilizadores...

Com o aparecimento do Office 2008 da Microsoft, o qual representa uma ruptura acentuada com as anteriores versões, quer em performance, quer no aspecto gráfico, será que os utilizadores sentem a mesma dificuldade sentida com o OpenOffice? Do que conseguimos verificar com alguns casos analisados, os utilizadores parecem estranhar o Office 2008, mas com algum esforço acabam por continuar a trabalhar com o novo Office. O que nos leva a uma questão: o facto de ter o “carimbo” Microsoft levará o utilizador a esforçar-se mais para se adaptar?

Esta é uma questão que gostaríamos que responda e nos deixe o seu comentário com opinião ou experiência pessoal.


Em Linux o OpenOffice é a Suite de produtividade por excelência, no entanto, de base é incluído o KOffice, o qual tem funcionalidade semelhantes mas é efectivamente menos completo e apelativo do que o OpenOffice. Mas é uma excelente escolha para utilizar em computadores mais antigos e para os quais o OpenOffice é demasiado pesado. Com o lançamento da Versão 4 do KDE, o KOffice terá uma pausa devido à necessidade de adaptação de programação, visto ser incompatível com as versões lançadas para o KDE 3.5 (actual). De acordo com o grupo de trabalho do KOffice, a previsão do lançamento está apontada para a versão 4.1 do KDE.

A Suite do OpenOffice está dividida nas seguintes aplicações:

  • OpenOffice: abre a Suite permitindo utilizar qualquer uma das ferramentas abaixo indicadas;

  • OpenOffice Escrita: Processador de Texto / Editor HTML;

  • OpenOffice Cálculo: Folha de Cálculo;

  • OpenOffice Impressão: Apresentação de Diapositivos;

  • OpenOffice Desenho: Edição de Desenhos;

  • OpenOffice Base: Bases de Dados.

Outras aplicações de Produtividade

Adobe Reader – A Adobe disponibiliza o seu leitor de ficheiros PDF para Linux, sendo este semelhante em todos os Sistemas Operativos (Windows, Mac e Linux);

KAddressBook – O KAddressBook é o livro de endereços ou agenda principal do KDE. Permite gerir os contactos de forma eficiente e confortável.. Com uma interface semelhante ao Outlook da Microsoft permite ler e gravar contactos locais, de Servidores LDAP e de Bases de Dados em SQL;

KGhostView – Esta aplicação mostra e imprime ficheiros nos formatos PostScript (.ps, .eps) e Printable Document Format (.pdf). É o visualizador de base do KDE;

Kivio – Incluído no KOffice, o Kivio é a ferramenta de fluxogramas e diagramas;

KOrganizer – O KOrganizer é um Gestor de Informações Pessoais (PIM). Permite agendar compromissos, eventos e notas “A Fazer”. Trata-se da Agenda incluída no KDE;

KPDF – Como já vimos, em Linux nunca temos uma aplicação única para determinada funcionalidade e neste caso, para a leitura de ficheiros Adobe Acrobat PDF temos mais uma alternativa: o KPDF. Cabe ao utilizador optar entre o Adobe Reader, KGhostView e KPDF;

KPlato – O KPlato é uma aplicação de Gestão de Projectos do KDE, integrado no KOffice;

KThesaurus – Esta aplicação é uma mistura entre dicionário e ferramenta de sinónimos onde lista as palavras relacionadas;

Scribus – O Scribus é um Editor de Publicações disponível para Windows, Mac e Linux;

GnuCash – O GnuCash permite gerir as finanças pessoais. Embora seja uma aplicação do GNOME, funciona em pleno no KDE;

Aplicações de Gráficos

As aplicações de captura, edição e manuseamento de imagem não podiam faltar num sistema, pelo que em Linux são disponibilizadas algumas, as quais passamos desde já a conhecer.

digiKam – O digiKam é um Gestor de Fotografias do KDE;

GIMP – O GIMP é uma aplicação muito completa de edição de fotografia. É disponibilizado para Windows, Mac e Linux;

Google Picasa – O Google Picasa oferece funcionalidades de localização e organização de fotografias, com edição e partilha na Internet;

Gwenview – O Gwenview é um visualizador de imagens incorporado no KDE. este programa está associado ao Konqueror e é o responsável pela visualização de imagens neste explorador de ficheiros;

KSnapShot – O KSnapShot é uma aplicação de captura de imagens do ecrã. É possível capturar imagens de ecrã inteiro, de apenas uma janela ou de uma região determinada. É a ferramenta utilizada para a captura das imagens dos Artigos sobre Linux na BiT!

showFoto – Trata-se de mais um visualizador de imagens. O showFoto tem a particularidade de apresentar em destaque as propriedades do ficheiro de imagem em utilização.

Utilização de Linux na Óptica do Utilizador

ópias de Segurança em Linux

Neste artigo vamos iniciar uma série de Tutoriais que vão ajuda-lo a utilizar o Linux no trabalho diário no seu computador.

Acompanhe-nos nesta descoberta...

O Ambiente de Trabalho – KDE

Como base de análise utilizaremos o Mandriva Linux com o Ambiente de Trabalho KDE. Este é o mais aproximado do Windows, pelo que existirão muitas semelhanças de nomes e formas de configuração.

Na Área de Trabalho poderemos encontrar ficheiros, directórios (ou pastas), aplicações, atalhos, etc. Neste local quase tudo pode ser colocado e tal como estamos habituados, basta efectuar um duplo-clique para abrir a aplicação respectiva.

Vejamos alguns dos ícones que existem no Ambiente de Trabalho KDE:


Pasta do Usuário – Permite aceder aos ficheiros pessoais. Em sistemas do tipo UNIX, tal como o Linux, cada utilizador tem uma pasta própria normalmente localizada em /home/nome.

Lixo – Localização semelhante à Reciclagem do Windows, onde se localizam os ficheiros e pastas eliminados.

Dispositivos de Armazenamento – Aqui o utilizador encontrará todos os dispositivos presentes no sistema, sejam fixos ou amovíveis: discos, armazenamento USB, CD/DVD, leitor de disquetes, entre outros. O duplo clique no ícone com o rato abre o respectivo conteúdo.

O Painel

A barra situada normalmente no rodapé da Área de Trabalho é denominada Painel. A localização pode ser alterada em função da preferência do utilizador, bastando arrasta-la com o rato para cima ou para qualquer um dos lados.

O Painel é composto pelo Menu, que permite o acesso às aplicações instaladas no computador. É em tudo semelhante ao Menu Start do Windows. De modo a facilitar a organização dos programas, encontramos diversas categorias (Internet, Escritório, Gráficos, Som e Vídeo, Ferramentas, Desenvolvimento e Documentação), para que o utilizador possa encontrar o que necessita de forma mais rápida.

Mais à direita encontramos o ícone Mostrar Área de Trabalho. É muito útil quando temos várias janelas abertas e necessitamos aceder a um atalho, ficheiro ou pasta que se encontra na Área de Trabalho. Num clique todas as janelas ficam minimizadas e é visualizado a Área de Trabalho, bastando clicar novamente neste ícone para repor todas as janelas que estavam maximizadas.

Continuando mais à direita, encontramos diversos ícones que iniciam diversas aplicações (Firefox, Thunderbird, etc.). Sendo possível personalizar, vamos demonstrar mais à frente o processo.

De seguida podemos verificar as Áreas de Trabalho virtuais. Estes funcionam como se tivéssemos várias Áreas de Trabalho mas apenas um Monitor. Assim, podemos abrir aplicações nas diversas Áreas de Trabalho e visualiza-las nas miniaturas. Para saltar entre eles basta clicar na miniatura respectiva. Quando se inicia o computador, a Área de Trabalho aberto por defeito será sempre o último que foi utilizado.

No centro do Painel encontraremos as janelas abertas na presente sessão.

Diversos Mini-Aplicativos são apresentados tal como no Windows, com ícones. Tratam-se de aplicações que correm em fundo.

Finalmente encontramos a data e a hora.

Os três últimos ícones permitem-nos bloquear a sessão (sendo necessária a palavra-passe do utilizador para retomar a Área de Trabalho), Desligar o computador e Ocultar o Painel (ficando recolhido à direita).

Aceder às Pastas

Para os utilizadores habituados ao ambiente Windows poderá parecer um pouco confusa a organização das pastas em Linux, mas após algum tempo tudo parecerá normal...

Como referimos anteriormente, na Pasta do Usuário encontramos as pastas e ficheiros pessoais:

  • Área de Trabalho – acesso aos ficheiros, pastas e atalhos da Área de Trabalho do utilizador;

  • Documentos – Pasta de Documentos equivalente ao “Os Meus Documentos” do Windows;

  • Download – Pasta utilizada para armazenar os Downloads efectuados;

  • Imagens – Pasta normalmente utilizada para reunir os ficheiros de imagens do utilizador. É o equivalente às “Minhas Imagens” no Windows.

  • Música - Local onde cada utilizador poderá guardar a sua Biblioteca de Música. Equivalente à “Minha Música” do Windows;

  • tmp – Nesta pasta são arquivados diversos ficheiros temporários criados na utilização quotidiana do KDE. Não é aconselhável a utilização desta pasta para arquivar dados importantes pois o seu conteúdo pode ser eliminado sem aviso;

  • Vídeos – Tal como no Windows temos “Os Meus Vídeos”, aqui podemos guardar os nossos ficheiros de Vídeo.

Como vemos, as semelhanças com a organização das pastas e ficheiros do Windows leva-nos a acreditar que ninguém se sentirá “perdido” a utilizar o Linux...

Para além das pastas existentes na Pasta do Usuário, poderá aceder a vários outros directórios de Sistema. para tal, basta clicar no ícone “Pasta Raíz” situada na barra lateral do lado esquerdo. Aqui encontrará todas as pastas existentes no computador e que já foram apresentadas na BiT N.º 110 de Novembro de 2007. Se o que se pretende é alterar as definições do sistema, não deverá tentar modificar directamente os ficheiros de sistema. Para isso temos a área “Configure o seu Computador” que analisaremos mais à frente.

Aceder a Dispositivos

Um dos desenvolvimentos mais desejados pelos utilizadores e que colocam o Linux entre os sistemas operativos mais amigáveis é a facilidade de acesso e utilização de periféricos.

Logo que seja inserido um CD, DVD ou Disco USB, é apresentada ao utilizador uma janela questionando-o sobre o tipo de acção a realizar.

Aceder a partilhas de Rede

Num cenário de utilização do computador em conjunto com outros computadores em rede é muito importante a partilha de pastas e ficheiros. Assim, será possível disponibilizar os dados do nosso computador e usufruir da partilha dos restantes computadores na rede interna.

Até porque o cenário mais normal será a coexistência de computadores com diversos sistemas operativos (Windows, Mac e Linux), poderá optar pelo recurso ao Samba.

Assim, basta aceder à Pasta do Usuário – Sistema – Locais Remotos – Compartilhamentos de Samba – Grupo de Trabalho. A partir daqui basta escolher o computador que se pretende aceder.

Personalizar a Área de Trabalho

Todas as funcionalidades da área de trabalho são configuráveis através do “Centro de Controle”.

Para modificar o esquema de cores podemos optar por um dos vários esquemas disponibilizados na listagem e verificar de imediato o resultado na parte superior desta janela. É ainda possível criar um esquema de cores à medida dos gostos do utilizador. Basta seleccionar cada um dos elementos que compõem o esquema de cores e clicar no botão “Salvar Esquema...”.

Alterar a imagem de fundo da área de trabalho é tão simples como ir a “Fundo de Tela” e escolher a figura ou outro elemento do Plano de Fundo! Estas alterações podem incidir sobre todas as áreas de trabalho virtuais ou apenas uma, dependendo do que pretender o utilizador.

Personalizar o Painel

Também o Painel do KDE é totalmente personalizável, sendo possível alterar todas as suas funcionalidades, posicionamento e aspecto.

Tudo isto está à distancia de um clique com o botão direito do rato sobre o Painel e escolhendo “Configurar Painel”.

É igualmente possível enriquecer o Painel com aplicações e funcionalidades utilizadas com frequência para que fiquem sempre “à mão”. Um clique com o botão direito do rato sobre o Painel e escolhendo “Adicionar Mini-Aplicativos” leva-nos a uma listagem onde basta escolher e adicionar ao Painel.

Aplicações de Internet

Existem as mais diversas aplicações de Internet para Linux. Mesmo para a mesma função, há uma escolha imensa de programas...