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sábado, 24 de janeiro de 2009

Centro de Controlo Mandriva Linux

Já em diversas situações referimos o Centro de Controlo Mandriva Linux, local onde se concentram as ferramentas de configuração do Sistema Linux.

O Centro de Controlo Mandriva Linux

Existem duas ferramentas de sistema com o nome igual, mas com funcionalidades diferentes. O Centro de Controlo Mandriva Linux analisado neste artigo permite ao utilizador efectuar as configurações do Sistema Operativo, por outro lado no Centro de Controlo KDE podemos configurar as várias funcionalidades do Ambiente Gráfico. A diferença de configurações é tão relevante que para o primeiro necessita inserir a palavra-passe de root, o que não acontece no segundo.

O Centro de Controlo Mandriva Linux está para o Linux como o Painel de Controlo está para o Windows, e encontra-se dividido em nove menus: Gestão de Programas, Administração em Linha, Material, Rede e Internet, Sistema, Partilha de Rede, Discos Locais, Segurança, e finalmente, Arranque.

Gestão de Programas

Este é o menu que aparece logo que o Centro de Controlo Mandriva Linux é iniciado, visto esta aplicação não dispor de uma página inicial especifica.

A Gestão de Programas já foi explicada no artigo anterior dedicado à instalação de aplicações em Linux, no entanto voltamos a analisar este processo.

Na Gestão de Programas existem quatro ícones: Gerir Programas, Actualizar o seu Sistema, Configurar médias fonte para instalação e configuração e Estatísticas dos pacotes.

Na área de Gestão de Programas é apresentada uma janela onde se encontram listados todos os programas disponibilizados, tendo a indicação com um circulo verde e um visto nos que se encontram instalados no computador. Para adicionar uma aplicação basta clicar no primeiro quadrado da linha do programa e confirmar no botão “Aplicar”. A partir desse momento é iniciada a instalação do aplicativo e dos eventuais ficheiros dependentes que possa necessitar. Da mesma forma, caso pretenda desinstalar um programa, basta clicar no ícone verde e “aplicar” a alteração.

No campo “Procurar” é possível efectuar uma pesquisa pelo nome ou pelas descrições do programa que pretendemos, e caso exista, este será listado no campo “Pacote”.

O ícone “Actualizar o seu Sistema” permite-nos efectuar a actualização automática dos programas instalados, sendo listados (caso existam) os programas a actualizar e a indicação da respectiva versão.

Como já foi explicado em artigos anteriores, nos sistemas Linux recorremos a servidores denominados “Repositórios”, os quais disponibilizam as aplicações para instalação e actualização da Distribuição que utilizamos. Existem vários Repositórios, especialmente na distinção entre os que fornecem ficheiros de instalação e os de actualização. Normalmente são utilizados os servidores do fabricante da distribuição, o que torna esta ferramenta mais fiável e segura. No entanto, poderão ser utilizados servidores de terceiros, sendo neste caso muito cuidado com as escolhas... O ícone “Configurar médias fonte para instalação e configuração” permite-nos configurar de forma automática os servidores oficiais da Distribuição, no entanto, é sempre possível a adição manual de servidores de terceiros. Todos os Servidores listados são fontes de instalação de aplicações, desde que estejam activos, e poderão ser igualmente uma fonte de actualização do sistema, sempre que essa opção esteja seleccionada.

Por fim, o ícone de “Estatísticas de Pacotes” lista os pacotes instalados no sistema e a data da sua última utilização.

Administração em Linha

A Administração em Linha permite-nos controlar um computador remoto ou deixar que controlem o nosso. Baseia-se no Protocolo VNC (Virtual Network Computing), no qual podemos controlar um computador que não está fisicamente perto de nós, como se fosse o nosso próprio. É uma funcionalidade muito interessante quando necessitamos ajudar (ou ser ajudados). No campo “Tipo de Acesso Remoto” definimos se pretendemos controlar um computador Linux, permitir o controlo do nosso ou controlar um outro computador com o Sistema Operativo Windows.

Material

Todo o Hardware é configurado nesta secção do Painel de Controlo.

Desde a pesquisa automática de novos componentes e listagem dos periféricos instalados, a configuração dos gráficos com a possibilidade de activação de efeitos 3D, configuração de monitor e placa gráfica, teclado e rato, impressoras, scanners e faxes e monitorização de UPS para que o computador se desligue em segurança em caso de falha de energia.

Se o problema é Hardware, esta é a área a utilizar!

Rede e Internet

Tal como o nome indica a configuração de ligações de rede e Internet é efectuada nesta área.

No “Centro de redes” são listadas as placas de rede encontradas pelo Linux, quer sejam Ethernet ou Wireless. Para cada uma delas existem as possibilidades de monitorizar o seu funcionamento e de alterar a configuração. Particularmente na rede sem fios, são listadas as redes encontradas no local onde se encontra o computador.

A criação de novas ligações é facilitada por uma janela com a configuração passo-a-passo. Podemos optar entre a criação de uma nova ligação Ethernet, Satélite (DVB), Modem Cabo, DSL, ISDN, Sem Fios, GPRS/Edge/3G, Bluetooth ou Modem Analógico... O que mais poderemos querer?

De qualquer modo, no caso de criar uma configuração errada tem sempre a possibilidade de a remover facilmente, por isso, mal não faz...

O acesso à Internet poderá ainda ser baseado num servidor Proxy, através de VPN ou até partilhado do nosso computador para a restante rede interna. Para todos estes cenários, existem configuradores específicos.

Muitos utilizadores acedem a redes e à Internet de diversos locais, pelo que é muito útil a criação de perfis. A cada localização é associado um perfil, no qual é registado o tipo de acesso, a configuração de endereçamento IP, etc. Desta forma, basta escolher o perfil em função da localização e o computador está pronto a trabalhar em rede!

Sistema

Na secção Sistema podemos encontrar três tipos de configurações agrupadas entre a Gestão de Serviços do Sistema, a Localização e as Ferramentas de Administração.

A “Autenticação” permite-nos definir a localização da origem da autenticação dos utilizadores. ou seja, numa situação normal, as definições estão localizadas no próprio computador, num ficheiro local. No entanto, em ambiente empresarial poderá ser conectado a um servidor LDAP, NIS, Domínio Windows, Active Directory com SFU ou com Winbind. Desta forma, o Administrador poderá rapidamente configurar o tipo de autenticação dos utilizadores do sistema.

No ícone “Gerir Serviços do Sistema” é apresentada uma listagem de todos os serviços (ou aplicações que correm em segundo plano), com a respectiva informação do seu estado actual (parado ou a executar), assim como a possibilidade de activar a sua inicialização no arranque do sistema. Podemos igualmente parar e arrancar cada um dos processos a qualquer altura.

No ícone seguinte podemos ainda adicionar e remover tipos de letra e até mesmo importar tipos de letra do Windows, se preferirmos.

Na secção “Localização” é possível a gestão da data e hora, tal como quando se clica no ícone das horas da barra de tarefas no canto inferior direito do ecrã.

Por outro lado, podemos gerir a localização do sistema, o que não ẽ mais do que a escolha do idioma e definições regionais. O principal destaque desta funcionalidade é a possibilidade de alterar o idioma do ambiente gráfico sem necessitar de reiniciar o computador. Em Windows isto nem sequer é possível, pois a instalação do sistema operativo apenas ficará disponível na língua da instalação.

Nas Ferramentas de Administração, podemos ver e procurar registos do sistema em busca de informação concreta sobre o funcionamento do sistema, abrir a consola como administrador de modo a efectuar configurações como root, podemos ainda gerir utilizadores do sistema e respectivas permissões, importar documentos e configurações existentes numa partição Windows que exista no mesmo computador e configurar as cópias de segurança através de um sistema automatizado.

Partilha de rede

Na secção partilha de rede existe a possibilidade de partilhar pastas do computador com máquinas Windows ligadas em rede através do protocolo Samba.

Na eventualidade de existirem máquinas na rede com sistema operativo da família Unix (Linux, Mac, entre outras) temos disponível o protocolo NFS.

Discos Locais

Nesta área podemos gerir as partições do disco rígido interno e partilha-las directamente, assim como configurar o leitor de CD/DVD, caso exista.

Segurança

Tal como temos referido ao longo dos artigos editados sobre Linux, a segurança é um factor de elevada importância pelo que a sua configuração é primordial. No entanto, a disponibilização de diversas possibilidades de configurações torna esta tarefa complicada.

Esta constatação por parte dos fabricantes levou-os a desenvolver ferramentas facilitadoras das configurações de segurança e firewall.

Na área de Definição de Segurança e Auditoria pode configurar o nível de segurança e o administrador da sua máquina.

O Administrador de Segurança é aquele que irá receber os alertas de segurança se a opção 'Alerta de Segurança' é definida. Pode ser um nome de utilizador ou um endereço de correio electrónico.

O menu 'Nível de Segurança' permite-lhe escolher um dos seis níveis de segurança pré-configurados fornecidos com o msec. Esta extensão de níveis vão desde segurança 'baixo' e de fácil uso, até à configuração 'paranóica' apropriada a aplicações de servidor muito sensíveis:

Baixo: Este é um nível de segurança completamente inseguro mas de fácil uso. Deve ser apenas usado por máquinas não conectadas a qualquer rede e que não estejam acessíveis a toda a gente.

Padrão: Este é o nível de segurança padrão recomendado para um computador que seja usado para conectar à Internet como cliente

Elevado: Existem já algumas restrições, e mais verificações automáticas são executadas todas as noites.

Superior: A segurança é agora suficiente para o uso do sistema como um servidor que pode aceitar conexões de vários clientes. Se a sua máquina é apenas um cliente na Internet, deve escolher um nível mais baixo.

Paranóica: Este é similar ao nível anterior, mas o sistema é inteiramente fechado e as opções de segurança estão ao seu máximo.

Na configuração de Firewall pessoal podemos escolher os serviços (web, ftp, e-mail, entre outros) que pretendemos disponibilizar a partir do exterior. Desta forma, o utilizador não necessita de conhecimentos aprofundados para configurar esta ferramenta de segurança tão útil.

No entanto, se for um entendido na matéria e pretender configurar manualmente tem a possibilidade de utilizar o ícone “Configuração avançada para interfaces de rede e firewall”... Só para entendidos!

Arranque

Finalmente, no “Arranque” podemos configurar a auto-autenticação, de modo a evitar o pedido de nome de utilizador e palavra-passe no arranque do sistema.

A “Configuração do Arranque do Sistema” permite alterar o menu de arranque (GRUB) no inicio do Bios e no qual aparecem listados os sistemas operativos instalados no computador.

Por fim, o aspecto gráfico do arranque do ambiente gráfico pode igualmente ser alterado nesta área.

Centro de Controlo KDE

Na próxima edição vamos apresentar o Centro de Controlo KDE e as suas funcionalidades de configuração do Ambiente Gráfico. Não perca!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Análise a actualizações de Distribuições

Cópias de Segurança em Linux O ciclo de lançamento de novas versões em Linux é, em média, de 6 meses. Sim, o leitor leu bem, 6 meses e não 6 anos como estamos habituados nas versões do concorrente...

Estes intervalos curtos de renovação de versões provam a mais-valia da participação da comunidade no desenvolvimento em cooperação com as empresas criadoras de cada Distribuição...

Fedora 8

A versão 8 do Linux Fedora (www.fedoraproject.org) foi lançada em Outubro de 2007 e apresenta novas versões das principais aplicações de que é composta.

Os principais desenvolvimentos assentam no “PulseAudio” (www.pulseaudio.org), um servidor de áudio avançado, compatível com todos os sistemas de som do Linux.

Para além disso, inclui o “CodecBuddy”, o qual integra Codecs proprietários através da sua obtenção em função das necessidades do utilizador.

A utilização de redes sem fios está melhorada, assim como o recurso ao BlueTooth.

No que respeita à segurança, no Fedora 8 a configuração da Firewall está mais facilitada, graças ao sistema gráfico. A aplicação “PolicyKit” permite ao utilizador a atribuição de permissões a aplicações.

A Gestão de Energia está igualmente melhorada, quer pela poupança energética, quer pelos desenvolvimentos na suspensão do computador.

Os desenvolvimentos no aspecto gráfico passam pela utilização de origem dos efeitos “Compiz-Fusion” para o Gnome e para o KDE.



OpenSUSE 10.3

A versão 10.3 do OpenSUSE (pt.opensuse.org) apresenta uma nova aplicação denominada “Giver”, a qual permite a partilha de ficheiros na rede local. O utilizador que recebe o ficheiro visualiza um balão de diálogo a disponibilizar o ficheiro. No caso de o aceitar, o ficheiro é transferido de imediato e de forma automática.

A personalização da versão é uma funcionalidade cada vez mais disponibilizada pelas diversas Distribuições. Para além do Fedora permitir a criação de um CD/DVD com a instalação do sistema e aplicações escolhidas pelo utilizador desde a versão 7, também agora o OpenSUSE anuncia esta possibilidade. Assim, é possível criar um CD ou um DVD de instalação customizados, incluindo as aplicações preferidas. Desta forma, a instalação em mais do que um computador é facilitada porque evita a perda de tempo nas configurações e instalações de programas após a instalação. Para além de CD ou DVD, é possível criar versões Live USB, ou seja, nas quais o sistema inicia e funciona com base num dispositivo USB (em analogia com o já conhecido Live CD).

Nesta versão mais recente do OpenSUSE foram introduzidas melhorias a nível de configuração e monitorização da rede, especificamente no YAST, o Centro de Controlo e Configuração do sistema.

Aliás, a simplificação da instalação e configuração de software é mais notória com a funcionalidade “1-Clique”, a qual permite realizar as principais tarefas de gestão do software (incluindo Codecs multimédia) de forma rápida e intuitiva.

Um dos principais motivos de queixa dos utilizadores das versões anteriores à 10.3 foi o tempo despendido no arranque do Sistema Operativo. Nesta versão mais recente, o OpenSUSE reduziu para quase metade o tempo deste processo, aproximando-se desta forma, das restantes distribuições.



Ubuntu 7.10

Uma das principais novidades da versão 7.10 do Ubuntu (www.ubuntu.com), é a disponibilização do gestor de janelas “Compiz-Fusion”, em linha com o que acontece com outras distribuições.

Também na utilização do Firefox, a simplicidade é notada. Desta feita, a instalação de plug-ins é automatizada, evitando “bloqueios” à navegação por falta dos componentes “Flash” ou “Java”.

O configurador de Ambiente de Trabalho foi melhorado, e das principais alterações notadas, destacam-se a simplificação da alteração de resolução do ecrã e a utilização de vários ecrãs em simultâneo.

Outra novidade é a inclusão de um novo utilitário de pesquisa de documentos, histórico de conversação em Chat, entre outros.

No Ubuntu, a indicação das versões corresponde à data em que a mesma é lançada. Assim, 7.10 significa que foi lançado no ano de 2007 e no mês de Outubro. A próxima versão prevista será editada em Abril de 2008, sendo nesse caso, a versão 8.04 e tratar-se-á de uma versão LTS (Long Term Support). O facto de se tratar de uma versão LTS significa que a Canonical (empresa que desenvolve o Ubuntu) disponibilizará actualizações e patches de segurança durante 3 anos na versão Desktop, e de 5 anos na versão Servidor.



Mandriva 2008.0

Para além das diferenças em termos gráficos, são poucas as alterações notadas entre a versão 2007.1 Spring e a 2008.0 do Mandriva (www.mandriva.com).

Mas, quase nos podemos arriscar a questionar: para quê mexer no que está bem? De facto, o Mandriva já tem vindo a mostrar que a sua Distribuição de Linux se encontra num patamar elevado... E não será por acaso que a portuguesa Caixa Mágica (www.caixamaica.pt) anunciou que a versão mais recente do seu Sistema Operativo será baseada em Mandriva, rompendo com o passado associado ao SUSE.

No entanto, vamos abordar as principais alterações desta versão:

De base, foi melhorada a leitura e escrita de partições NTFS. Esta funcionalidade é extremamente útil para os utilizadores que, para além do Mandriva, têm o Windows instalado, permitindo o acesso à partição do Windows a partir do Linux. Assim, está facilitado o acesso a ficheiros e documentos do Windows. Deixa de ser necessário o arranque do computador com aquele Sistema Operativo para aceder aos ficheiros lá localizados.

Tal como outras Distribuições, também no Mandriva foi melhorado o suporte de placas de rede sem fios, principalmente algumas de conexão USB.

Como não poderia deixar de ser, também aqui o Gestor de Janelas 3D por defeito é o “Compiz-Fusion”. Aliás, este parece ser o standard actual de todas as Distribuições Linux na actualidade.

domingo, 14 de outubro de 2007

Instalação de aplicações em Linux


Já sabemos que as instalações de Linux vêm recheadas de aplicações para todos os gostos. Mas ninguém vai utilizar para toda a vida aqueles programas instalados de base no sistema operativo sem os actualizar, ou até mesmo instalar outros que sejam da preferência particular.

Existem diversas formas de instalação de software em Linux, e tudo depende da aplicação a instalar, da distribuição que utilizamos e do formato do ficheiro instalador.

As alternativas variam entre os instaladores da distribuição de Linux, ficheiros com extensões .rpm ou .deb ou instalar utilizando o código-fonte.

Esta análise que apresentamos da instalação de aplicações em Linux, não é exaustiva, mas pretende-se que sirva como suporte de compreensão dos mecanismos, o que implica o recurso ao manual da distribuição utilizada para instruções concretas a cada caso.

As distribuições disponibilizam servidores (denominados repositórios) com milhares de ficheiros de instalação para que os processos possam ser automatizados. Basta efectuar uma pesquisa por nome ou tipo de aplicação numa janela do ambiente gráfico para que, com um clique esta seja instalada. No caso de existir a necessidade de assegurar as dependências dos ficheiros lib (o equivalente aos conhecidos dll no Windows), estes são instalados em simultâneo com a aplicação, se não existirem previamente no sistema. Assim, é garantida a instalação de software compatível com o sistema que utilizamos e com a fiabilidade de ser disponibilizado pelo fabricante da distribuição que utilizamos. Bem mais fácil do que esperava (principalmente vindo do Linux), não?

Existem vários repositórios das distribuições, em função das aplicações disponibilizadas, desde os repositórios Main, Contrib, Non-Free, entre outros. No entanto, é sempre possível utilizar repositórios de terceiras entidades, desde que lhes reconheça fiabilidade para tal... Poderá recorrer a terceiros em situações que necessite de drivers proprietários de fabricantes de hardware ou aplicações que não estejam disponíveis no repositório original da distribuição.

O primeiro passo para garantir o sucesso na instalação de software é a verificação dos repositórios que estão configurados de origem. Normalmente, são os do fabricante da distribuição Linux que utiliza, o que é o ideal numa fase inicial.

Para isso, basta abrir a aplicação de Gestão de Software. A localização varia de acordo com as distribuições, no entanto apresentamos alguns exemplos nas imagens que acompanham este artigo. Como sempre acontece em Linux, também poderá realizar estas tarefas na linha de comandos, mas para isso necessitaria conhecer o nome exacto do ficheiro instalador, o que não é muito prático e exige alguma destreza extra.

Se apenas tem os repositórios de origem e gostaria de se aventurar a aumentar as fontes de instalação de software do seu Linux, basta aceder à internet e numa simples pesquisa encontrará a ajuda que necessita.

No programa de gestão de software poderá instalar, actualizar e remover as aplicações, bastando para tal, colocar o nome do programa no campo de pesquisa, ou em alternativa, navegar pelas famílias de aplicações até encontrar o que procura.

Com a utilização deste recurso é garantido que instalará software especificamente desenvolvido para a versão da sua distribuição. Apenas terá que ter em atenção se opta pela plataforma correcta do seu computador (32 ou 64-bit).

Mas acontece com alguma frequência que o programa que pretendemos instalar não está disponível nos repositórios da distribuição... Nestes casos, basta pesquisar os ficheiros de instalação na página do fabricante (ou outras que o disponibilizem).

Existem diversas possibilidades de tipos de ficheiros de instalação, dependendo da distribuição. Se na página que disponibiliza o ficheiro existe a indicação de cada uma das possíveis distribuições e respectiva versão, óptimo! Se não for esse o caso, terá que saber quais os ficheiros que podem ser instalados no seu computador.

As possibilidades podem passar por ficheiros .rpm, .deb, ou tar (comprimido). Vamos analisar a utilização de cada um deles.

Os ficheiros RPM (Redhat Package Management) são utilizados em distribuições Red Hat, Suse, Mandriva, Caixa Mágica, entre outras, e apresentam a extensão .rpm.

Se procura alguma aplicação em particular e tem dificuldade em encontrar, poderá pesquisar no endereço www.rpmfind.com, bastando introduzir o nome do programa pretendido!

Para se proceder à sua instalação basta clicar com o rato no ficheiro no ambiente gráfico – nada mais fácil... Mas se fosse para aprender isto, não necessitaria ter lido este artigo até aqui, não é? Bem, vamos lá à linha de comandos instalar este ficheiro: deverá desde logo assumir-se como root (su), pelo que lhe será solicitada a palavra-passe respectiva. Agora, para instalar este tipo de ficheiro, basta escrever “rpm -i nomedoficheiro.rpm”, onde o -i significa “instalar”. Fácil, não? Já agora, para actualizar um programa o comando é “rpm -Uvh nomedoficheiro.rpm” e para o desinstalar basta escrever “rpm -e nomedoficheiro.rpm” (o -e significa “erase” - apagar).

Na pior das hipóteses o que pode acontecer é durante a instalação destes pacotes aparecer um (ou mais) erros de dependências, recusando-se a prosseguir. Neste caso, deverá tomar nota da aplicação em falta, e tratar de a instalar através do software da distribuição. Quando isso estiver concluído, poderá tentar instalar o pacote RPM novamente.

No caso de ficheiros .deb (derivados de Debian – Ubuntu, Debian, etc) o comando será “dpkg -i nomedoficheiro.rpm”. Em qualquer dos casos necessitará assumir a identidade de root, seja pelo comando su seguido da palavra-passe, ou de sudo, dependendo da distribuição.

Por fim, poderemos apenas ter acesso ao código-fonte da aplicação, o que significa que o teremos que recompilar. Esta sim, é a forma mais complicada de instalar aplicações em Linux.

Antes de avançar mais, vamos esclarecer um ponto: os ficheiros .tar são ficheiros comprimidos, tal como conhecemos os .zip no Windows (estes .zip também funcionam em Linux, claro!). As aplicações disponibilizadas em Código-Fonte estão normalmente comprimidas, pelo que teremos que as descomprimir desde logo.

Em Linux existem duas possibilidades de compressão: Gzip (ficheiros com as extensões .tar.gz ou .tgz) e Bzip2 (ficheiros .tar.bz2 ou .tbz2). O comando para cada um deles é diferente:

tar xzvf /home/ficheiro.tgz
tar xjvf /home/ficheiro.tbz2

O resultado de qualquer um destes comandos é a criação de uma pasta com o nome da aplicação (neste caso seria “ficheiro”) dentro do qual se encontrarão os ficheiros descomprimidos. Assim, na linha de comandos bastará escrever “cd /home/ficheiro” para entrar na pasta criada, e “ls -l” para listar o seu conteúdo.

Normalmente, encontrará um ficheiro “readme.txt” ou “leiame.txt” com as instruções de instalação da aplicação.

Por fim, os três últimos comandos para recompilar a aplicação:

./configure
make
su -c “make install”

A última linha solicita a introdução da palavra-passe de root para que possa prosseguir. No caso de já se encontrar a trabalhar como root, nessa linha apenas necessita escrever “make install”.

É comum o aparecimento de um ou mais erros na execução destes três comandos, devido à falta de dependências, ou seja, outros ficheiros ou aplicações que são necessárias para o nosso programa funcionar. É usual a indicação das dependências de cada aplicação no site dos seus fabricantes.

Nesses casos, deverá instalar os ficheiros em falta antes de voltar a correr os três comandos indicados.

Não deverá esquecer de deixar de ser root, escrevendo o comando “exit” na linha de comandos, quando terminar o processo de instalação.

A instalação de aplicações em Linux é muito simples, e na maior parte dos casos, podemos mesmo afirmar que é bem mais fácil do que no Windows. Quantas vezes procurou o ficheiro instalador de uma aplicação e não encontrou? No Linux, basta escrever o nome no programa de instalação e já está!

Agora que está quase um “Mestre” em Linux, vamos ajudar a compreender a estrutura de ficheiros e descobrir onde se escondem os discos, leitores e gravadores de CD e DVD e Disquetes.

Onde param o “C:”, o “A:”, o “D:” que me habituei a utilizar? A resposta estará no próximo artigo!