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domingo, 26 de outubro de 2008

Aplicações de Produtividade e de Gráficos em Linux

ópias de Segurança em Linux

Nas próximas páginas conheça as aplicações de produtividade e de Gráficos que acompanham o Linux de origem. Muitas mais podem ser instaladas facilmente pelo utilizador, pois a oferta é enorme!

Aplicações de Produtividade

As aplicações de Produtividade, nas quais se incluem os Processadores de Texto, as Folhas de Cálculo, aplicações de desenho, apresentação de diapositivos e Bases de Dados, são fundamentais para todos os utilizadores de computadores.

Desde o estudante até aos profissionais , todos utilizamos estas ferramentas com maior ou menor grau de complexidade.

Neste âmbito, o domínio é absoluto por parte da Microsoft com a Suite Office. De facto, o resultado de tantos anos de existência nos computadores de todos nós criou um elevado grau de habituação, transformada em “familiaridade” ao longo de várias versões do Office.

Por contraponto, o aparecimento do OpenOffice abriu a possibilidade de cada utilizador optar por uma alternativa gratuita e muito semelhante em performance e funcionalidades.

O principal marco na existência do OpenOffice aconteceu a partir do momento em que passou a ser possível abrir, editar e gravar ficheiros compatíveis com o Office da Microsoft. Embora, ainda hoje com alguns problemas em manter a formatação dos documentos, a possibilidade de intercâmbio de ficheiros entre as duas suites de aplicações de produtividade facilitou bastante a vida aos utilizadores do programa gratuito.

Algumas diferenças saltam à vista quando se compara o OpenOffice com o Office, desde logo, o aspecto visual do OpenOffice é menos apelativo, embora a grande parte das barras apresentem as mesmas funções das congéneres do Office.

Por outro lado, verificamos algumas falhas na inserção de fórmulas matemáticas no processador de texto, embora no OpenOffice seja disponibilizado o “Math”, este não é tão intuitivo e completo quanto o “Equation” da Microsoft.

No entanto, para a utilização que geralmente é realizada pela maior parte dos utilizadores, o OpenOffice disponibiliza todos os meios e ferramentas para essas exigências.

Uma das funcionalidades mais interessantes do OpenOffice é a possibilidade de exportação dos ficheiros criados para PDF directamente do documento e sem custos!

Da nossa experiência na implementação do OpenOffice verificamos um elevado grau de retorno ao Office da Microsoft sem aparente “incompatibilidade” técnica, mas mais baseado no “hábito” dos utilizadores...

Com o aparecimento do Office 2008 da Microsoft, o qual representa uma ruptura acentuada com as anteriores versões, quer em performance, quer no aspecto gráfico, será que os utilizadores sentem a mesma dificuldade sentida com o OpenOffice? Do que conseguimos verificar com alguns casos analisados, os utilizadores parecem estranhar o Office 2008, mas com algum esforço acabam por continuar a trabalhar com o novo Office. O que nos leva a uma questão: o facto de ter o “carimbo” Microsoft levará o utilizador a esforçar-se mais para se adaptar?

Esta é uma questão que gostaríamos que responda e nos deixe o seu comentário com opinião ou experiência pessoal.


Em Linux o OpenOffice é a Suite de produtividade por excelência, no entanto, de base é incluído o KOffice, o qual tem funcionalidade semelhantes mas é efectivamente menos completo e apelativo do que o OpenOffice. Mas é uma excelente escolha para utilizar em computadores mais antigos e para os quais o OpenOffice é demasiado pesado. Com o lançamento da Versão 4 do KDE, o KOffice terá uma pausa devido à necessidade de adaptação de programação, visto ser incompatível com as versões lançadas para o KDE 3.5 (actual). De acordo com o grupo de trabalho do KOffice, a previsão do lançamento está apontada para a versão 4.1 do KDE.

A Suite do OpenOffice está dividida nas seguintes aplicações:

  • OpenOffice: abre a Suite permitindo utilizar qualquer uma das ferramentas abaixo indicadas;

  • OpenOffice Escrita: Processador de Texto / Editor HTML;

  • OpenOffice Cálculo: Folha de Cálculo;

  • OpenOffice Impressão: Apresentação de Diapositivos;

  • OpenOffice Desenho: Edição de Desenhos;

  • OpenOffice Base: Bases de Dados.

Outras aplicações de Produtividade

Adobe Reader – A Adobe disponibiliza o seu leitor de ficheiros PDF para Linux, sendo este semelhante em todos os Sistemas Operativos (Windows, Mac e Linux);

KAddressBook – O KAddressBook é o livro de endereços ou agenda principal do KDE. Permite gerir os contactos de forma eficiente e confortável.. Com uma interface semelhante ao Outlook da Microsoft permite ler e gravar contactos locais, de Servidores LDAP e de Bases de Dados em SQL;

KGhostView – Esta aplicação mostra e imprime ficheiros nos formatos PostScript (.ps, .eps) e Printable Document Format (.pdf). É o visualizador de base do KDE;

Kivio – Incluído no KOffice, o Kivio é a ferramenta de fluxogramas e diagramas;

KOrganizer – O KOrganizer é um Gestor de Informações Pessoais (PIM). Permite agendar compromissos, eventos e notas “A Fazer”. Trata-se da Agenda incluída no KDE;

KPDF – Como já vimos, em Linux nunca temos uma aplicação única para determinada funcionalidade e neste caso, para a leitura de ficheiros Adobe Acrobat PDF temos mais uma alternativa: o KPDF. Cabe ao utilizador optar entre o Adobe Reader, KGhostView e KPDF;

KPlato – O KPlato é uma aplicação de Gestão de Projectos do KDE, integrado no KOffice;

KThesaurus – Esta aplicação é uma mistura entre dicionário e ferramenta de sinónimos onde lista as palavras relacionadas;

Scribus – O Scribus é um Editor de Publicações disponível para Windows, Mac e Linux;

GnuCash – O GnuCash permite gerir as finanças pessoais. Embora seja uma aplicação do GNOME, funciona em pleno no KDE;

Aplicações de Gráficos

As aplicações de captura, edição e manuseamento de imagem não podiam faltar num sistema, pelo que em Linux são disponibilizadas algumas, as quais passamos desde já a conhecer.

digiKam – O digiKam é um Gestor de Fotografias do KDE;

GIMP – O GIMP é uma aplicação muito completa de edição de fotografia. É disponibilizado para Windows, Mac e Linux;

Google Picasa – O Google Picasa oferece funcionalidades de localização e organização de fotografias, com edição e partilha na Internet;

Gwenview – O Gwenview é um visualizador de imagens incorporado no KDE. este programa está associado ao Konqueror e é o responsável pela visualização de imagens neste explorador de ficheiros;

KSnapShot – O KSnapShot é uma aplicação de captura de imagens do ecrã. É possível capturar imagens de ecrã inteiro, de apenas uma janela ou de uma região determinada. É a ferramenta utilizada para a captura das imagens dos Artigos sobre Linux na BiT!

showFoto – Trata-se de mais um visualizador de imagens. O showFoto tem a particularidade de apresentar em destaque as propriedades do ficheiro de imagem em utilização.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

O facto de um aplicação ter o “carimbo” Microsoft levará o utilizador a esforçar-se mais para se adaptar?

Solicitamos aos leitores da Bit que contribuam com as suas opiniões relativamente à adaptação dos utilizadores a software.

Da nossa experiência na implementação do OpenOffice verificamos um elevado grau de retorno ao Office da Microsoft sem aparente “incompatibilidade” técnica, mas mais baseado no “hábito” dos utilizadores...

Com o aparecimento do Office 2008 da Microsoft, o qual representa uma ruptura acentuada com as anteriores versões, quer em performance, quer no aspecto gráfico, será que os utilizadores sentem a mesma dificuldade sentida com o OpenOffice? Do que conseguimos verificar com alguns casos analisados, os utilizadores parecem estranhar o Office 2008, mas com algum esforço acabam por continuar a trabalhar com o novo Office. O que nos leva a uma questão: o facto de ter o “carimbo” Microsoft levará o utilizador a esforçar-se mais para se adaptar?

Esta é uma questão que gostaríamos que responda e nos deixe o seu comentário com opinião ou experiência pessoal.

Participe!

domingo, 14 de outubro de 2007

Migração de Windows para Linux


Na migração de postos de trabalho ou de Servidores de Windows para Linux, a planificação é a principal etapa de todo o processo.

Em ambientes organizacionais, a participação da direcção garante os apoios necessários para o sucesso da migração, quer ao nível não só financeiro, mas da estratégia a delinear.

Poderá desde logo testar várias distribuições através do Live CD, de modo a utilizar sem interferir com o disco rígido do computador. Desta forma, poderá experimentar e decidir qual o Linux que mais agrada ou possíveis problemas de compatibilidade com o seu hardware.

O facto de a maioria das aplicações Windows não poderem ser instaladas em Linux é um factor da maior importância. No entanto, encontrará mais do que uma alternativa de aplicações desenvolvidas para Linux para realizar as mesmas tarefas. É fundamental a pesquisa prévia das possíveis aplicações que necessitará, para que o planeamento facilite a migração.

No caso de trabalhar com o Office da Microsoft encontrará várias alternativas à altura: OpenOffice, KOffice, entre outras. A compatibilidade dos formatos está bastante desenvolvida, permitindo a leitura e criação de documentos com a extensão .doc ou .xls nestas suites, possibilitando a partilha com utilizadores que apenas disponham do Office. Deverá ter algum cuidado com a migração destes documentos, pois não raras vezes a utilização de documentos, embora seja possibilitada, não mantém formatações efectuadas na suite de produtividade da Microsoft. Se trabalha edição de imagens, o Gimp cobre a maior parte das necessidades.

O Instant Messaging (vulgo Messenger) não foi esquecido e em Linux poderá continuar a utilizar este meio de comunicação! Existem diversas aplicações, entre as quais destacam-se o GAIM e o Kopete e, ao contrário do que acontece no Windows onde cada protocolo tem a sua aplicação, aqui podemos associar vários serviços numa das aplicações referidas. A compatibilidade com inúmeros serviços permite a utilização de uma aplicação que nos conecta ao MSN, Jabber (Google Talk), IRC, ICQ, AIM, Yahoo e até a servidores de envio de SMS!

O correio electrónico e a Agenda tão utilizados no Outlook da Microsoft encontram os seus pares no Linux em programas como o Thunderbird ou Kmail, mas estes não têm a função de agenda, pelo que a utilização de uma aplicação especifica, como o Kontact, será necessária. Aliás, se utilizar o Kmail, o Kontact integra o cliente de correio electrónico de forma a ser utilizado com uma Suite semelhante ao Outlook da Microsoft.

Outras aplicações, para os mais variados fins, estão disponíveis em Linux... Nada como pesquisar e com toda a certeza encontrar!

Migrar ficheiros e configurações são das tarefas mais trabalhosas na migração entre sistemas. A distribuição XandrOS (www.xandros.com) inclui software que permite ao utilizador migrar documentos, musicas, imagens, Instant Messaging, favoritos e livros de endereços para o Linux. Aqui está mais um motivo de valorização de uma distribuição que não é grátis, mas disponibiliza ferramentas úteis ao utilizador. Mas como estamos a falar de Open Source, também a mais recente versão do Ubuntu (7.04) disponibiliza a “Ferramenta de Migração do Windows” (Imagem migrarubuntu.jpg). Este tipo de ferramentas facilitadoras para o utilizador final serão certamente integradas nas próximas versões da generalidade das distribuições Linux, sejam pagas ou grátis.

Uma das maiores preocupações para o mercado empresarial é a utilização de software de Gestão Comercial. De facto, qual é a empresa que vive sem facturar? Neste âmbito, a solução passa pela utilização de software que permita a utilização de qualquer Sistema Operativo. A maior parte dos programas de gestão comercial disponibilizados apenas funcionam em ambiente Windows. Nestes casos, existem duas alternativas: ou se continua a utilizar esse programa recorrendo a soluções de virtualização ou a empresa efectua a migração para uma aplicação que suporte qualquer sistema operativo.

No primeiro caso, poderá recorrer ao Wine HQ (http://www.winehq.org) o qual permite utilizar o Windows no Linux. Não devemos esquecer que a performance do computador nunca poderá ser a mesma pois estamos a utilizar dois sistemas operativos em simultâneo.

A alternativa passa por utilizar software que não dependa do sistema operativo. Isto é conseguido com o recurso à tecnologia web. Para tal, basta a instalação da aplicação base em MySQL (Base de Dados Open Source) e Apache (Servidor Web) de modo que qualquer computador poderá aceder à aplicação como se uma simples página internet se trate. O computador onde a aplicação está instalada poderá localizar-se no interior da empresa ou num servidor Internet (juntamente com a página de internet da empresa). Desta forma, o acesso à aplicação poderá ser conseguido dentro e fora da empresa, sem que seja necessário instala-la em todos os computadores. Paralelamente, o desenvolvimento de software à medida das necessidades das empresas, com base na mesma tecnologia, permite a criação de portais web, permitindo convergir o trabalho de fornecedores, colaboradores e clientes das empresas.

Nos servidores que normalmente correm os sistemas operativos da Microsoft poderão ter instaladas outras aplicações específicas (Exchange, Internet Security & Accelaration, SQL SERVER, entre outras). O Linux tem já integradas todas estas funcionalidades, reduzindo o custo efectivo da sua utilização. Por outro lado, em Servidores Windows deverá ser ainda paga uma CAL (Client Access License) por cada computador que se ligue ao servidor, situação que não existe em Linux...

A migração de Windows para Linux pode ser automatizada através de aplicações como LSP, a qual transfere pastas, utilizadores, grupos, permissões, passwords, entre outras funcionalidades.

Caso opte por não utilizar a solução automatizada, poderá transferir de forma manual. Nesse caso, depois de o servidor em Linux estar devidamente instalado e configurado, basta criar utilizadores, grupos e passwords e migrar os dados de cada um e dos grupos. Esta situação não deverá ser aplicada em situações que existam centenas de utilizadores.

Uma outra questão a estudar deverá ser a utilização do hardware, sendo que há que optar entre utilizar o já existente ou novo especificamente para o Linux. Tudo depende do que já existe e da distribuição a escolher, devido ao suporte que deverá ter para o hardware. Os conhecimentos da equipa técnica da Organização relativos à distribuição devem ser igualmente tidos em conta para esta escolha.

A migração não deve ocorrer em toda a organização de uma só vez. Teste com alguns utilizadores de modo a verificar os constrangimentos que possam existir na utilização das aplicações, devido às diferenças que normalmente existem entre programas e plataformas.

Os utilizadores de computadores não têm as suas necessidades iguais, daí que é muito importante a identificação dos diversos grupos, de modo que se possa analisar as suas necessidades especificas de hardware e software, para que o Linux possa responder da melhor forma possível a cada um deles. A escolha de uma amostra de indivíduos de cada grupo para testar a solução a implementar, permitirá despistar a maior parte dos problemas que, de outra forma, a Organização iria sentir no seu todo, resultando na sua paragem completa!

Posteriormente, na fase da implementação, a migração deverá ser efectuada por departamentos e não apenas a alguns indivíduos.

Uma questão muito negligenciada é a formação. Não se pretende que os utilizadores sejam peritos em Linux, mas a formação é um aspecto que não deve ser descurado... As mudanças são sempre problemáticas para os utilizadores, e, a agravar este facto, a falta de competências para trabalhar com um sistema e ambiente diferentes pode resultar em grande resistência por parte dos utilizadores.

Finalmente, estando a fase de implementação completa, apenas se deverá cuidar da manutenção normal, tal como antes mas com uma certeza: a plataforma que utiliza é mais estável, barata e segura!


Na próxima edição veremos como instalar software em Linux pode ser tão ou mais fácil do que em Windows.